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Ucrânia diz que Rússia iniciou nova ofensiva em Donbass; UE articula mais sanções
Siga as principais informações da guerra na Ucrânia
11/04/2022
Novas sanções
Mais sanções da União Europeia contra a Rússia são uma opção, disse o principal diplomata do bloco nesta segunda, quando perguntado se a UE está pronta para considerar um embargo de petróleo russo. “As sanções estão sempre na mesa”, disse Josep Borrell a repórteres ao chegar para uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da UE em Luxemburgo. “Os ministros vão discutir quais são os próximos passos”, disse ele. O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, disse que a Comissão Europeia está trabalhando em detalhes de um embargo de petróleo à Rússia como parte de um possível próximo pacote de sanções, mas que nada foi decidido ainda.Aeroporto de Dnipro foi destruído, diz Ucrânia
Forças russas realizaram ataques com mísseis neste domingo (10) nas regiões de Dnipropetrovsk, Mykolaiv e Kharkiv, localizadas no leste e sul da Ucrânia, o que resultou na destruição do aeroporto de Dnipro, disse o chefe da administração regional do local, Valentyn Reznichenko. “É mais um ataque ao aeroporto de Dnipro”, disse ele. “Já não sobrou nada. O aeroporto e a infraestrutura próxima foram destruídos. Mas os mísseis continuam voando.” A nova investida foi realizada com mísseis de lançamento marítimo de alta precisão e atingiram “o quartel-general e a base do batalhão nacionalista de Dnipro, onde chegaram reforços de mercenários estrangeiros outro dia”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, o general Igor Konashenkov, em um comunicado. Além disso, também foram alvos a “área do assentamento de Stara Bohdanivka, região de Mykolaiv e no aeródromo militar de Chuhuiv [na região de Kharkiv]”, onde foram destruídos “lançadores dos sistemas de mísseis antiaéreos S-300 ucranianos”, complementa a nota.
Não foram divulgadas informações sobre vítimas.
Veja o que foi destaque nas últimas 24 h:
- Primeiro-ministro da Áustria se encontrará com Putin em Moscou nesta segunda
- Nova fase ofensiva em Donbass já começou, diz Reino Unido e Ucrânia
- Rússia realiza novos ataques e atinge aeroporto de Dnipro
- Boris Johnson se réune com Volodymyr Zelensky em Kiev
- Rússia ataca depósitos de munição ucraniana
- Ataque a estação de trem em Kramatorsk deixa ao menos 50 mortos; governo russo nega autoria;
- Mais de 160 corpos foram achados em Bucha;
- União Europeia vê indícios de crimes de guerra na Ucrânia;
Primeiro-ministro da Áustria se encontra com Putin em Moscou
O chanceler austríaco, Karl Nehammer, disse no domingo que se reunirá com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou nesta segunda-feira. “Vou me encontrar com Vladimir Putin em Moscou amanhã. Nós [Áustria] somos militarmente neutros, mas temos uma posição clara sobre a guerra de agressão russa contra a Ucrânia”, disse Nehammer em sua conta oficial no Twitter.
Kremlin: adesão de Finlândia e Suécia à Otan não trará estabilidade à Europa
O Kremlin disse que a possível adesão da Suécia e da Finlândia à aliança militar da Otan não traria estabilidade à Europa. “Dissemos repetidamente que a aliança continua sendo uma ferramenta voltada para o confronto e sua expansão não trará estabilidade ao continente europeu”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres em uma teleconferência quando perguntado sobre a possibilidade de Suécia e Finlândia ingressarem na Otan. Autoridades da Otan disseram à CNN que as discussões sobre a adesão da Suécia e da Finlândia ao bloco ficaram extremamente sérias desde a invasão russa à Ucrânia.
Zelensky discute mais sanções contra Rússia com Olaf Scholz, da Alemanha
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse no domingo que conversou por telefone com o chanceler alemão Olaf Scholz e os dois discutiram possíveis novas sanções à Rússia, bem como defesa e apoio financeiro à Ucrânia. “Tive uma conversa telefônica com Olaf Scholz. Enfatizamos que todos os perpetradores de crimes de guerra devem ser identificados e punidos”, disse Zelensky em sua conta oficial no Twitter. “Também discutimos sanções anti-russas, defesa e apoio financeiro para a Ucrânia”, escreveu.Reino Unido diz que Rússia busca reforçar seu exército após aumento de perdas
A inteligência militar do Reino Unido, em boletim sobre a situação da guerra divulgado neste domingo (10), afirmou que as forças armadas russas tentam fortalecer o exército com pessoal dispensado do serviço militar desde 2012, em resposta ao “aumento de perdas” no conflito. Esse esforço também incluiria a tentativa de recrutar combatentes da região da Transnístria, na Moldávia, ainda segundo o relatório do Ministério da Defesa britânico publicado no Twitter. No sábado (9), a inteligência militar britânica disse que a Rússia continua a atacar civis e que o foco de seu exército está nas regiões de Donbass, Mariupol e Mykolaiv. Além disso, a instituição fez a previsão de que os combates e ataques aéreos devem aumentar no sul e leste da Ucrânia, visando auxiliar a operação nas regiões citadas acima.
EUA dizem que vão fornecer armas que Ucrânia precisa para guerra
Os Estados Unidos estão comprometidos em fornecer à Ucrânia “as armas que precisa” para se defender contra a Rússia, disse o assessor de segurança nacional do país, Jake Sullivan, neste domingo (10), enquanto a Ucrânia busca mais ajuda militar do Ocidente. Sullivan disse que o governo Biden enviará mais armas para a Ucrânia para impedir que a Rússia tome mais território e alveje civis, ataques que Washington classificou como crimes de guerra. Os Estados Unidos enviaram US$ 1,7 bilhão em assistência militar à Ucrânia desde que a Rússia lançou sua invasão em 24 de fevereiro, informou a Casa Branca na semana passada. Além disso, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que a nomeação de uma nova liderança militar pela Rússia “mostra que haverá uma continuação do que já vimos na Ucrânia”. “E é isso que esperamos”, disse Psaki a Dana Perino, em entrevista à Fox News Sunday. Psaki chamou Dvornikov de responsável pelas “atrocidades que vimos na Síria” e disse que, para a Ucrânia, os EUA continuam com funcionários trabalhando para garantir que eles tenham o armamento e a assistência necessários para ter sucesso no campo de batalha.Boris Johnson e Zelensky se encontram em Kiev
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebeu o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em Kiev no sábado (9). Pelo Twitter, a embaixada do Reino Unido na Ucrânia postou uma foto dos dois líderes sentados em uma sala de reuniões com a legenda “surprise” (surpresa, em português). “O primeiro-ministro viajou para a Ucrânia para se encontrar pessoalmente com o presidente Zelensky, em uma demonstração de solidariedade ao povo ucraniano. Eles discutirão o apoio de longo prazo do Reino Unido à Ucrânia e o primeiro-ministro estabelecerá um novo pacote de ajuda financeira e militar”, disse um porta-voz de Downing Street.
Ataque a depósito de munição
No sábado, as forças russas destruíram um depósito de munição na Base Aérea de Myrhorod, no centro-leste da Ucrânia, informou a agência de notícias Interfax citando o Ministério da Defesa da Rússia. Um caça MiG-29 da força aérea ucraniana e um helicóptero Mi-8 também foram destruídos no ataque à base na região de Poltava, disse o porta-voz do ministério Igor Konashenkov. Ele acrescentou que um grande depósito de munição também foi destruído perto da cidade de Novomoskovsk, na região centro-leste de Dnipro.Um quarto das forças russas estão inoperantes, diz oficial europeu
Cerca de um quarto das forças russas utilizadas na invasão da Ucrânia estão “efetivamente inoperantes”, afirmou um funcionário europeu, após um alto número de perdas humanas, além de logística e sustentação deficientes. A Rússia tinha cerca de 120 Grupos Táticos de Batalhão (BTG) em torno da Ucrânia antes da invasão, informou a CNN na época. Seis semanas após a guerra, aproximadamente 29 deles estão agora fora de serviço, disse o oficial. Em uma publicação neste sábado (9), o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que cerca de 19.100 combatentes russos teriam sido mortos desde o início da guerra, listando também uma série de perdas de equipamentos militares. A Rússia, porém, não confirma essas informações.Líderes europeus voltam a classificar ações russas em Bucha como “crimes de guerra”
As ações da Rússia em Bucha voltaram a ser chamadas de “crimes de guerra” por líderes europeus neste sábado (9). Declarações neste sentido foram feitas por Olaf Scholz, primeiro-ministro alemão, e por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia que estava em Kiev, capital ucraniana, nesta semana. Desde que as tropas russas retiraram de Bucha na semana passada, oficiais ucranianos dizem que centenas de civis foram encontrados mortos. O vice-prefeito de Bucha disse que mais de 360 civis foram mortos e entre 260 e 280 foram enterrados em uma vala comum por outros residentes.
Em entrevista à Christiane Amanpour, da CNN, Ursula von der Leyen classificou a morte de civis na cidade ucraniana de Bucha como “uma atrocidade, algo impensável e chocante, é a face brutal da guerra de Putin“.
Ataque à estação de trem de Kramatorsk
Na sexta-feira (8), pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em um ataque a uma estação ferroviária usada para evacuação de civis no leste da Ucrânia, segundo novas informações das autoridades locais. Militares ucranianos e forças separatistas de Donetsk trocam acusações sobre a autoria do ataque a civis. Enquanto autoridades locais afirmam que dois foguetes russos atingiram a estação na cidade de Kramatorsk, a autointitulada República Popular de Donetsk (DPR) afirma que os destroços encontrados no entorno da estação são do foguete Tochka-U, utilizado apenas por ucranianos. “Este sistema de mísseis soviético obsoleto não está em serviço com o DPR, LPR e a Federação Russa, sendo usado ativamente por militares ucranianos.
Envolvidos no ataque serão responsabilizados, diz Zelensky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que todos por trás do ataque russo à estação de trem de Kramatorsk serão responsabilizados. “Este é outro crime de guerra da Rússia, pelo qual todos os envolvidos serão responsabilizados”, disse ele em seu discurso noturno nesta sexta-feira (8), acrescentando que a propaganda estatal russa tentou culpar as forças armadas ucranianas pelo ataque. “Esperamos uma resposta firme e global a este crime de guerra”, disse ele. Ele também pediu “sanções profundas” contra a Rússia.
Mais de 160 corpos foram achados em Bucha
A procuradora-geral ucraniana Iryna Venedyktovae revelou na sexta que 164 corpos foram encontrados no subúrbio de Bucha, em Kiev, onde foi descoberto um massacre de civis após a retirada das tropas russas. “Até ontem [7 de abril], 164 mortos foram encontrados em Bucha”, disse ela em declarações televisionadas. “Além de mais 21 que exumamos hoje da vala comum antes que a chuva forte começasse.” Venedyktova disse que 26 corpos foram retirados na quarta-feira (6) dos escombros de um prédio desmoronado em outro subúrbio de Kiev, Borodianka, e que mais dois corpos foram recuperados na sexta-feira. Ela alertou que mais corpos provavelmente serão encontrados em prédios destruídos na cidade.
Tropas russas devem se reagrupar em Kharkiv
Os militares russos estão se reagrupando no leste da Ucrânia e planejam avançar em direção à cidade de Kharkiv, disse o chefe da Inteligência de Defesa da Ucrânia a Christiane Amanpour, da CNN, nesta sexta. “Eles estão se reagrupando em direção à cidade [ucraniana] chamada Izium. Eles estão se movendo por Belgorod. Eles recebem tropas adicionais em Belgorod para compensar suas perdas na Ucrânia”, disse Kyrylo Budanov em entrevista à CNN, em Kiev. “Eles planejam avançar para Kharkiv em primeiro lugar. Eles vão tentar acabar com a cidade de Mariupol e só depois disso, eles podem tentar avançar em direção a Kiev“, disse ele.
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. “É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:- ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
- TROPAS ATIVAS
- AERONAVES DE COMBATE
- HELICÓPTEROS DE ATAQUE
- TANQUES DE GUERRA
- ARMAMENTO ANTIAÉREO
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer do dia 24 de fevereiro, as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país. O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbass (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência). O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev. No dia da invasão, Putin se justificou por uma declaração gravada exibida na TV. O russo afirmou haver um “genocídio” em curso no leste ucraniano, promovido por tropas “neonazistas” do país contra russos étnicos e separatistas da região. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. O Ocidente, no entanto, aplicou sanções financeiras pesadas aos russos.
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