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EUA alertam para novo estágio da guerra e que Rússia se prepara para ataque maior
EUA alertam para novo estágio da guerra e que Rússia se prepara para ataque maior
22/04/2022
Soldados ucranianos se preparam contra russos na linha de frente do Donbass
Por que não foi enviada mais artilharia a este ponto?
LIEBERMANN: Porque a artilharia não era o tipo de arma necessária para defender Kiev. Nos pântanos e florestas do norte da Ucrânia, para não mencionar a zona de exclusão de Chernobyl, a artilharia não era uma parte crítica da batalha. Com o foco agora no sudeste da Ucrânia, a artilharia e outros armamentos de longo alcance são absolutamente críticos.Essa é uma nova tecnologia ou um divisor de águas na luta?
LIEBERMANN: Vamos ser claros – a artilharia não é uma tecnologia nova. Talvez os sistemas sejam mais novos e ofereçam um pouco mais de precisão ou mais poder de fogo, mas a artilharia não é um equipamento militar moderno que nunca foi visto antes. Muito pelo contrário – tem sido parte integrante das guerras por muitas, muitas décadas, se não já há alguns séculos. E, no entanto, é vista pelos EUA e seus parceiros/aliados como uma das peças mais importantes de armamento para chegar à Ucrânia […] e rápido. A Ucrânia pode queimar munição de artilharia rapidamente, por isso é importante obter um suprimento muito grande o mais rápido possível.Como o Pentágono vê sua responsabilidade por essas armas uma vez que elas estão na Ucrânia?
LIEBERMANN: Isso não é visto como crítico. É trabalho do Departamento de Defesa americano levá-las até a fronteira, então a Ucrânia leva de lá para onde eles acreditam que é necessário. A Ucrânia tem um apetite quase insaciável agora por mais armamento, e é isso que os EUA estão tentando atender, juntamente com a ajuda de outros países.O que sabemos sobre o que foi enviado até agora?
Segundo Ellie Kaufman, da CNN, um funcionário do alto escalão da defesa dos EUA disse aos repórteres na quarta-feira que o primeiro dos 40 mil obuses, um tipo de munição de artilharia, chegou à Europa para ser enviado à Ucrânia. Estes fazem parte do pacote de US$ 800 milhões anunciado da semana passada. Os EUA estão treinando cerca de 50 ucranianos em um país fora da Ucrânia (não está claro qual) sobre como usar os obuses. “Isso é para treinar os treinadores; é um número pequeno de ucranianos, pouco mais de 50 – eles serão treinados sobre como usar os obuses e então poderão voltar para a Ucrânia e treinar seus colegas”, disse o oficial. A questão da Otan paira: A Finlândia e a Suécia estão agora considerando ativamente ingressar na Otan, portanto, se o plano de Putin era impedir o crescimento da aliança, oficialmente ele saiu pela culatra. A Rússia alertou que tais medidas podem levar a uma postura mais agressiva em relação às suas armas hipersônicas ou nucleares. Alerta: Um teste de míssil balístico intercontinental feito pela Rússia na quarta-feira (20) é uma mensagem para os países que tentam ameaçá-lo, segundo Putin. Debandada: A Rússia ficou ainda mais isolada da comunidade mundial depois que autoridades financeiras ocidentais, incluindo o secretário do Tesouro dos EUA, saíram de uma reunião a portas fechadas do Grupo dos 20 países industrializados em Washington em vez de ouvir uma apresentação russa. Qual é a ameaça nuclear na Ucrânia? Barbara Starr e Zachary Cohen, ambos da CNN, relatam que os militares dos EUA estão vigiando constantemente o arsenal nuclear da Rússia. Os EUA não viram nenhuma indicação de que a Rússia tenha se movido para preparar seu arsenal nuclear para uso, e Starr e Cohen dizem que as autoridades americanas ainda sentem que há apenas uma probabilidade muito remota de Putin cruzar essa linha. Mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou na semana passada que o mundo deveria se preparar para a possibilidade de Putin usar armas nucleares. Segundo Starr e Cohen: Os planos militares altamente sigilosos dos EUA continuam sendo atualizados sobre o que todos acreditam ser um cenário quase impensável: o uso de uma arma nuclear. Os militares dos EUA “planejaram tudo isso”, disse um alto funcionário da defesa.A vida na linha de frente do exército russo
Phil Black, da CNN, foi para um acampamento militar russo abandonado nos arredores de Kiev. Quando os soldados não conseguiram tomar a capital da Ucrânia, eles foram deixados para viver em buracos escavados de forma primitiva. Black falou com civis que foram capturados e torturados pelos russos, bem como com um padre que foi solicitado a enterrar as pessoas que eles mataramVeja 10 imagens que marcam um mês de guerra na Ucrânia
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1 de 10Após o presidente Vladimir Putin fazer um pronunciamento autorizando uma "operação militar especial" na Ucrânia, primeiras explosões foram registradas na capital Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
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