A Casa Branca anunciou uma ajuda financeira adicional de US$ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões) para combater a insegurança alimentar em todo o mundo, agravada pela guerra na Ucrânia.
Rússia e Ucrânia são grandes exportadores de grãos e fertilizantes, e parte dos embarques foram interrompidos pela guerra.
Biden disse que as sanções impostas na Rússia explicitamente permitem a exportação de alimentos para o mundo. Segundo ele, Putin está usando as sanções como desculpa para prejudicar a distribuição de grãos em nível global.
"Este novo anúncio de US$ 2,9 bilhões salvará vidas através de intervenções emergenciais e investirá em ações de médio e longo prazo, a fim de proteger as populações mais vulneráveis do mundo da crescente crise global de segurança alimentar", disse a Casa Branca em um comunicado, antecipando o discurso de Biden.
Esse valor se soma aos US$ 6,9 bilhões (aproximadamente R$ 35 bilhões) já oferecidos neste ano pelos EUA em fundos de segurança alimentar.
A guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas também foram dois dos principais temas do primeiro dia de debates.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, sugeriu cobrar a conta de quem lucra muito com o petróleo e que os governos parem de subsidiar os combustíveis fósseis. Segundo Guterres, se o problema agora é má distribuição do alimento no mundo, a partir do ano que vem pode ser falta de comida mesmo. E em cima disso, a urgência das mudanças climáticas.
Por tradição, desde 1955, o Brasil é o primeiro país a discursar na abertura da Assembleia da ONU. O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), em um pronunciamento de 20 minutos, abordou temas de campanha, fez um balanço das ações de seu governo, atacou as gestões petistas e defendeu itens da pauta conservadora.
Pela ordem dos discursos, geralmente o presidente dos EUA é o terceiro a falar na abertura dos debates, que foi nessa terça-feira (20), depois do secretário-geral da ONU e do presidente do Brasil. No entanto, dessa vez Biden não participou do primeiro dia porque ele viajou para Londres para o funeral da rainha Elizabeth II.