Mundo
Às vésperas do G20, Biden diz evitar conflitos com a China
Chefes de estado do grupo voltam a se encontrar nesta terça-feira (15) em Bali, na Indonésia
13/11/2022
Provocações “agressivas”
O presidente norte-americano realizou neste domingo uma reunião trilateral com líderes dos aliados Japão e Coreia do Sul e disse que os três países estão “mais alinhados do que nunca” com relação à Coreia do Norte. O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, disse que as recentes provocações do Norte mostram a “natureza contra o humanitarismo” do regime norte-coreano, acrescentando que isso tem se tornado mais hostil e agressivo com base na confiança em suas capacidades nucleares e de mísseis. O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que as ações de Pyongyang, que incluem um recente disparo de um míssil balístico sobre o Japão, não têm precedentes. “Essa cúpula trilateral é oportuna, considerando que estamos prevendo mais provocações”, disse Kishida.Agenda
Especialistas em relações internacionais veem espaço para avanços na agenda ambiental, com os compromissos assumidos na conferência do clima da ONU ecoando nas reuniões do G20. Também há chance de maior acordo entre os países em torno da recuperação econômica, do combate à inflação, da reestruturação de cadeias produtivas e dos acordos comerciais. “Por outro lado, é improvável que o tema mais relevante, ou seja, a guerra na Ucrânia, seja tratado a partir de algum tipo de consenso”, diz Vinícius Müller, professor de Economia da Eseg, faculdade do Grupo Etapa. “Mesmo que haja uma convergência entre França, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Japão, o mesmo não deve ocorrer com a Índia e a China, que tendem a adotar posições mais cautelosas em relação a qualquer tipo de condenação à Rússia.” Economista e doutor em relações internacionais pela Universidade de Lisboa, Igor Lucena diz que a perspectiva de a guerra avançar nos próximos dias torna mais difícil um alinhamento entre os membros do G20. A segurança alimentar, dado o risco de uma crise de alimentos já no ano que vem, a vulnerabilidade energética da Europa, que busca fontes de energia substitutas ao gás russo, e a digitalização das economias estão entre os assuntos que mais devem pautar as reuniões entre chefes de Estado na terça e na quarta-feira, os dias da cúpula. Há expectativa de o fortalecimento de acordos globais de comércio ser defendido por China e União Europeia. Preocupações com a instabilidade na geopolítica também podem estimular debates envolvendo a entrada de Suécia e Finlândia na Otan, a organização militar do Ocidente, bem como as tensões entre China e Taiwan.Mais lidas
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