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EUA abatem drone do Irã que se aproximava de porta-aviões no Mar Arábico
Drone Shahed-139 voava em direção ao navio Abraham Lincoln e foi abatido por um caça F-35 americano, segundo um oficial
As Forças Armadas dos Estados Unidos abateram um drone iraniano que se aproximou "agressivamente" do porta-aviões Abraham Lincoln no Mar Arábico nesta terça-feira (3), informou o Exército americano.
O drone iraniano Shahed-139 voava em direção ao porta-aviões "com intenções incertas" e foi abatido por um caça F-35 americano.
"Um caça F-35C do Abraham Lincoln abateu o drone iraniano em legítima defesa e para proteger o porta-aviões e a tripulação a bordo", disse o capitão da Marinha Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA.
Nenhum militar americano ficou ferido e nenhum equipamento dos EUA foi danificado, acrescentou.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".
O líder americano disse que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".