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EUA enviam ao Oriente Médio navio de assalto anfíbio com 2.500 fuzileiros navais a bordo
Reforço ocorre em meio a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que está prestes a entrar na 4ª semana sem cessar-fogo em vista. Governo Trump estuda possível invasão terrestre em território iraniano
O governo dos Estados Unidos vai reforçar as tropas e embarcações militares no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram mais três navios de guerra e cerca de 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio, segundo as agências de notícias Reuters e Associated Press (AP), com base em fontes do governo norte-americano.
As tropas e embarcações, que já saíram de uma base na Califórnia, ficarão inicialmente alocadas nas bases norte-americanas no Oriente Médio, e o governo dos EUA ainda não decidiu se enviará soldados para uma ofensiva por terra no Irã, ainda de acordo com as fontes das agências.
As embarcações a caminho do Oriente Médio, segundo as fontes, são as seguintes:
As fontes ouvidas pelas agências não detalharam qual será o papel das tropas adicionais, que se somarão aos 50 mil soldados já presentes na região em bases militares e em dezenas de navios de guerra que Donald Trump enviou nas últimas semanas para perto do Irã.
Entre as embarcações estão dois porta-aviões —o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald Ford—, além de diversos destróieres.
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Embarcações anfíbias do grupo de assalto Boxer desembarcam em terra durante exercício anfíbio no Oceano Pacífico em março de 2026. — Foto: Oliver Nisbet/Fuzileiros Navais dos EUA
Oficialmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que não enviaria mais tropas ao Oriente Médio — mas que, se o fizesse, não contaria à imprensa. Mas Washington vem ponderando uma invasão terrestre ao Irã.
Nesta sexta-feira, o site de notícias norte-americano Axios afirmou, também com base em fontes, que o governo Trump também vem discutindo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a estratégica ilha de Kharg, no Irã, centro de 90% das exportações de petróleo do país.
Outro indício de que o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, não pretende terminar a guerra tão cedo é que o Pentágono se prepara para pedir uma verba extra de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) ao Congresso norte-americano, segundo o próprio Trump.