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Irã diz que negociações dependem de adesão dos EUA a cessar-fogo no Líbano

Porta-voz condenou ataques israelenses e afirmou que interromper esse conflito é parte "inseparável" do cessar-fogo proposto pelo Paquistão

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 09/04/2026
Irã diz que negociações dependem de adesão dos EUA a cessar-fogo no Líbano
Ataque israelense em Tiro, no Líbano8 de abril de 2026 | REUTERS/Adnan Abidi • REUTERS

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei afirmou que a realização de negociações para encerrar a guerra depende do cumprimento, pelos Estados Unidos, dos compromissos de cessar-fogo

Esses compromissos, segundo ele, incluem um cessar-fogo no Líbano – EUA e Israel negam que o país faça faça parte do acordo.

“Interromper a guerra no Líbano é parte inseparável do entendimento de cessar-fogo proposto pelo Paquistão e, como o primeiro-ministro desse país anunciou explicitamente, os Estados Unidos se comprometeram a parar a guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano”, disse Baghaei.

Nesta quinta-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não há cessar-fogo com o Líbano após instruir seu gabinete a iniciar negociações diretas.

“Quero dizer a vocês: não há cessar-fogo no Líbano. Continuamos atacando o Hezbollah com força”, disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo.

O premiê disse ter solicitado negociações diretas com o governo libanês com o objetivo de desarmar o Hezbollah e garantir “um acordo de paz histórico e duradouro”.

Mais cedo, um representante libanês disse à CNN que não haverá “negociações sob fogo” em resposta ao plano de Israel de iniciar conversas diretas.

As Forças Armadas israelenses voltaram a atacar o Líbano nesta quinta-feira e emitiram novas ordens de retirada para partes do sul de Beirute.

No dia anterior, Israel havia lançado a maior onda de ataques no Líbano desde o início da guerra. Mais de 300 pessoas morreram e 1.150 ficaram feridas nos ataques em todo o país, segundo a atualização mais recente do Ministério da Saúde libanês.

Israel afirmou ter como alvo 100 centros de comando do Hezbollah e instalações militares.