No último dia 14 de Setembro completou três anos do afastamento dos conselheiros Antônio Joaquim, Jose Carlos Novelli, Sergio Ricardo e Waldir Teis.
O conselheiro Valter Albano conseguiu retornar ao cargo.
Eles foram afastados no dia 14 de Setembro de 2017, uma sexta feira. Agentes da Polícia Federal – a mando do ministro Luiz Fux – invadiram o prédio do Tribunal de Contas em Cuiabá e as residências dos conselheiros em busca de provas e com ordem do ministro que, no epiteto, afastá-los de suas atribuições de conselheiros, considerado um dos mais importantes cargos público que se possa conseguir e sem concurso público, recebendo um supersalário de R$ 35.462,22.
Eles foram acusados pela Policia federal e Ministério Público federal de extorsão, formação de quadrilha, peculato, evasão de divisão e por ai vai. Mas, o epicentro foi a delação do ex-governador Silval Barbosa, MDB, que acusou os conselheiros de pedirem R$ 53 milhões para aprovarem as contas de sua gestão.
Em depoimento, o ex-governador disse que foi extorquido pelos conselheiros relativos às obras da Copa do Mundo de 2014 e do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A extorsão em R$ 53 milhões feita contra Silval, segundo ele, foi liderada pelos exs-presidentes, Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto e José Carlos Novelli e a dinheirama foram recebidos pelos demais.
O ex-governador reiterou à Justiça Federal, na época, o que ele já tinha afirmado para a Polícia Federal, em seu depoimento – e o que já havia declarado em colaboração premiada à Procuradoria Geral da República (PGR). Silval – em depoimento – teria aceitado as pressões, chantagens, achaques e extorsões dos conselheiros afastados por conta de ter assinado um contrato com a FIFA, para execução das obras da Copa do Mundo em 2014, com prazo determinado.
O que teria feito dele refém dos conselheiros e refém político da organização criminosa liderado pelo conselheiro Antônio Joaquim e José Carlos Novelli.
A operação Malebolge realizada no seio do Tribunal de Contas há três atrás foi à segunda de maior envergadura no País, em termos de corrupção.
Com o depoimento, Silval trouxe mais embasamento na denuncia da Procuradoria Geral da República e encaminhou provas robustas contra a quadrilha dos conselheiros afastados.
Barbosa foi governador de Mato Grosso entre 2010 e 2014 e preso por liderar um esquema fraudulento de recebimento de propina em troca da concessão de incentivos fiscais.