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Número de mortos em protestos do Irã passa de 400, diz grupo de ativistas
País vive uma onda de manifestações em todo o país há duas semanas; mais de 2.600 pessoas foram detidas
O número de mortos nas manifestações que acontecem no há duas semanas Irã subiu para 466, segundo informação do grupo iraniano de direitos humanos HRANA, sediado nos Estados Unidos, neste domingo (11). Mais de 2.600 pessoas foram detidas no país.
A agência, que defende os direitos humanos no Irã, informou em uma atualização na sexta-feira (9) que protestos foram registrados em 512 locais em 180 cidades.
As manifestações são as maiores desde 2022, quando uma onda de manifestações foi desencadeada pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, que estava sob custódia policial após ser presa por supostamente usar o véu islâmico de forma inadequada.
A economia do país vem enfrentando dificuldades há anos, desde que os Estados Unidos reimplantaram sanções em 2018, após Donald Trump retirar os Estados Unidos do acordo nuclear internacional durante seu primeiro mandato.
Em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade do seu valor em relação ao dólar, com a inflação oficial atingindo 42,5% em dezembro.
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O Irã também enfrenta um bloqueio à internet que já dura mais de 60 horas, informou a organização de monitoramento NetBlocks.
A empresa de monitoramento classificou a interrupção como uma "ameaça direta" à segurança pública.
“O bloqueio da internet no Irã já ultrapassou a marca de 60 horas, com os níveis de conectividade nacional permanecendo estagnados em torno de 1% dos níveis normais”, disse a NetBlocks em uma postagem no X na madrugada deste domingo (11).
"A medida de censura representa uma ameaça direta à segurança e ao bem-estar dos iranianos em um momento crucial para o futuro do país".
O grupo de monitoramento sediado no Reino Unido relatou os primeiros sinais de falta de conectividade com a internet no Irã na noite de 8 de janeiro, em uma postagem no X.