Polícia
Waltinho, policial civil e “promotor da noite cuiabana”, tem prisão decretada por agredir ex-namorada dançarina em Cuiabá
Figura conhecida por atuar na casa noturna Lua Morena, servidor público está foragido após descumprir medida protetiva e espancar a ex-companheira Thayane Moura
O investigador da Polícia Civil de Mato Grosso Walter Luís da Silva Matos, de 48 anos — conhecido como “Waltinho Produções”, nome tradicional da noite cuiabana e ligado à boate Lua Morena, onde atua na linha de frente dos eventos — teve prisão preventiva decretada nesta sexta-feira (10), acusado de agredir sua ex-namorada, a dançarina Thayane Moura, de 27 anos.
Além de empresário do entretenimento, Waltinho é servidor público com salário superior a R$ 17 mil, e atuava como policial civil até se tornar alvo da Corregedoria por episódios de violência doméstica.
Segundo o boletim de ocorrência, Thayane estava em uma boate quando começou a receber mensagens ameaçadoras do ex-companheiro, exigindo que ela saísse do local sob ameaça de morte. Ao chegar em casa, foi surpreendida por Walter, que a esperava na porta.
Ela relatou ter sido agredida com puxões de cabelo violentos, perdendo tufos, além de socos no corpo. Tentou registrar o ataque em vídeo, mas foi impedida. Segundo Thayane, homens de uma empresa de ônibus próxima teriam ajudado o agressor a imobilizá-la, pisando em sua mão, em vez de prestar socorro.
A vítima procurou a Delegacia da Mulher (DEDM) com escoriações e fortes dores. Ela já possuía medida protetiva contra o agressor, e mesmo após os ataques, recebeu novas ameaças, nas quais Walter dizia que “nada aconteceria” com ele por ser policial e influente no meio noturno.
A Polícia Militar confirmou os ferimentos, e a Justiça decretou a prisão preventiva. Walter Matos está foragido e é alvo de investigação pela Corregedoria da Polícia Civil.
Este não é o primeiro registro de violência contra Waltinho Produções. Em janeiro deste ano, Thayane — que também é dançarina profissional — já havia denunciado o ex-namorado por agressões físicas e psicológicas durante uma viagem a Goiânia. Na ocasião, ela divulgou um vídeo mostrando o policial tentando tomar seu celular à força. Walter negou os fatos e afirmou que apenas não queria ser filmado.
Apesar da negativa, os episódios de violência continuaram. Agora, a Justiça entendeu que há risco à integridade da vítima e determinou a prisão imediata do investigado, que continua foragido até o momento.