Polícia
Delegacia sob choque em Sorriso após denúncia grave e prisão de investigador por estupro
Segundo a apuração apresentada, uma mulher que estava sob custódia na delegacia afirma ter sido vítima de abuso por parte do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos
Uma reportagem especial do jornalista Roberto Cabrini, exibida no Domingo Espetacular da Record TV colocou Sorriso(398 km de Cuiabá) no centro do debate público ao revelar a denúncia de violência sexual ocorrida dentro de uma unidade policial e expor relatos que ampliam a discussão sobre custódia estatal, protocolos internos e transparência institucional.
Segundo a apuração apresentada, uma mulher que estava sob custódia na delegacia afirma ter sido vítima de abuso por parte do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, enquanto aguardava transferência para outra unidade prisional, em dezembro de 2025.
Leia também
VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MULHER Investigador da Polícia Civil de Mato Grosso é preso sob suspeita de estupro contra mulher custodiada dentro de delegacia em Sorriso,MT VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MULHER “Delegacia virou cena do crime” Justiça mantém preso investigador acusado de estuprar detenta em Sorriso, MT VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MULHER Delegacia vira cena de horror: detentas relatam choro, “banho de nojo” e ameaças em caso de estupro em Sorriso, MT DELEGACIA DE SORRISO Reportagem de Roberto Cabrini amplia foco do caso em Sorriso e expõe diálogos internos da DHPP envolvendo delegadoO conteúdo exibido reuniu entrevistas, documentos e relatos que detalham a linha do tempo da denúncia e as providências adotadas após o registro do caso, além de diálogos e relatos atribuídos a integrantes da unidade que, de acordo com o programa, não se limitam ao fato investigado e levantam questionamentos sobre rotinas internas e práticas no ambiente de custódia.
A Polícia Civil de Mato Grosso instaurou inquérito, realizou coleta de provas periciais e encaminhou o caso ao Judiciário.
A Justiça manteve a prisão preventiva do investigador Manoel Batista da Silva, 52 anos, em processo que tramita sob sigilo.
A investigação é conduzida pela delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, que confirmou a manutenção da prisão sem detalhar os autos. Exames periciais com coleta de material genético apontaram compatibilidade com o material do servidor, elemento que embasou o pedido de prisão preventiva.
O mandado foi cumprido na residência do investigado, com recolhimento de arma e munições funcionais, enquanto a Corregedoria acompanha as providências administrativas.
Em manifestação ao Judiciário, o Ministério Público destacou a gravidade do fato em razão de a vítima estar sob custódia do Estado, defendendo que o investigado não responda em liberdade.
A Polícia Civil informou que não tolera desvios de conduta e que denúncias envolvendo servidores são apuradas com rigor. Outras detentas foram ouvidas e, até o momento, não há confirmação de novos casos relacionados.
A defesa do investigado não foi localizada e o espaço permanece aberto para manifestação.