Polícia

ESCÂNDALO NA CÚPULA: cotado para comandar a Defensoria de MT é afastado após denúncia de assédio sexual

Subdefensor-geral era apontado nos bastidores como possível sucessor da atual gestão; denúncia envolve suposto assédio sexual e ambiente de pressão psicológica dentro da instituição

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM JORNAL A GAZETA 14/05/2026
ESCÂNDALO NA CÚPULA: cotado para comandar a Defensoria de MT é afastado após denúncia de assédio sexual
O defensor público Rogério Borges Freitas, atual 1º Subdefensor Público-Geral, foi afastado cautelarmente das funções por 60 dias | Jornal A Gazeta

Uma grave denúncia envolvendo um dos principais nomes da cúpula da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso provocou forte repercussão nos bastidores jurídicos e institucionais do Estado.

O defensor público Rogério Borges Freitas, atual 1º Subdefensor Público-Geral, foi afastado cautelarmente das funções por 60 dias após denúncia de suposto assédio sexual formulada por uma servidora da instituição.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal A Gazeta e confirmadas por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (14).

Segundo a reportagem, a denúncia aponta que a servidora teria sido vítima de importunação sexual e de episódios de assédio moral dentro do ambiente institucional. Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, os fatos teriam ocorrido ao longo dos últimos anos, sendo mencionadas situações consideradas constrangedoras e psicologicamente desgastantes.

De acordo com o conteúdo divulgado, um dos episódios relatados teria ocorrido em março deste ano, durante uma reunião interna de trabalho. Segundo a denunciante, o encontro teria começado após a leitura de um trecho da Bíblia pelo defensor. Na sequência, ainda conforme o relato da servidora, ela teria sido exposta diante dos demais presentes, sendo chamada de pessoa com “espírito faccioso” e de possuir “língua muito violenta”.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque Rogério Borges Freitas era considerado, nos bastidores da instituição, um dos nomes mais fortes para disputar futuramente o comando da Defensoria Pública de Mato Grosso no próximo ciclo administrativo.

Em nota oficial, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso confirmou o recebimento da denúncia e informou que determinou o afastamento cautelar do membro “com o objetivo de garantir a lisura do processo”.

A instituição também destacou que possui, desde 2023, uma comissão permanente voltada à prevenção e ao enfrentamento de assédio moral e sexual, responsável pelo acolhimento, orientação e encaminhamento de denúncias envolvendo membros e servidores.

A Defensoria ressaltou ainda que o procedimento tramita nas esferas adequadas e que o caso será tratado com observância à proteção da imagem das partes envolvidas e à prevenção da revitimização.

Até o momento, não há decisão judicial condenatória contra o defensor público, e o caso segue sob apuração administrativa e policial.