Polícia
ESCÂNDALO NA CÚPULA: cotado para comandar a Defensoria de MT é afastado após denúncia de assédio sexual
Subdefensor-geral era apontado nos bastidores como possível sucessor da atual gestão; denúncia envolve suposto assédio sexual e ambiente de pressão psicológica dentro da instituição
Uma grave denúncia envolvendo um dos principais nomes da cúpula da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso provocou forte repercussão nos bastidores jurídicos e institucionais do Estado.
O defensor público Rogério Borges Freitas, atual 1º Subdefensor Público-Geral, foi afastado cautelarmente das funções por 60 dias após denúncia de suposto assédio sexual formulada por uma servidora da instituição.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal A Gazeta e confirmadas por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (14).
Segundo a reportagem, a denúncia aponta que a servidora teria sido vítima de importunação sexual e de episódios de assédio moral dentro do ambiente institucional. Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, os fatos teriam ocorrido ao longo dos últimos anos, sendo mencionadas situações consideradas constrangedoras e psicologicamente desgastantes.
De acordo com o conteúdo divulgado, um dos episódios relatados teria ocorrido em março deste ano, durante uma reunião interna de trabalho. Segundo a denunciante, o encontro teria começado após a leitura de um trecho da Bíblia pelo defensor. Na sequência, ainda conforme o relato da servidora, ela teria sido exposta diante dos demais presentes, sendo chamada de pessoa com “espírito faccioso” e de possuir “língua muito violenta”.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Rogério Borges Freitas era considerado, nos bastidores da instituição, um dos nomes mais fortes para disputar futuramente o comando da Defensoria Pública de Mato Grosso no próximo ciclo administrativo.
Em nota oficial, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso confirmou o recebimento da denúncia e informou que determinou o afastamento cautelar do membro “com o objetivo de garantir a lisura do processo”.
A instituição também destacou que possui, desde 2023, uma comissão permanente voltada à prevenção e ao enfrentamento de assédio moral e sexual, responsável pelo acolhimento, orientação e encaminhamento de denúncias envolvendo membros e servidores.
A Defensoria ressaltou ainda que o procedimento tramita nas esferas adequadas e que o caso será tratado com observância à proteção da imagem das partes envolvidas e à prevenção da revitimização.
Até o momento, não há decisão judicial condenatória contra o defensor público, e o caso segue sob apuração administrativa e policial.