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Cuba diz que diretor da CIA se reuniu com ministro do Interior após avião dos EUA ser visto em Havana; EUA confirmam
Reunião tratou de temas de segurança e cooperação internacional. País caribenho está submetido, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos EUA e enfrenta uma crise energética muito grave
O governo de Cuba afirmou nesta quinta-feira (14) que uma delegação dos Estados Unidos liderada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com autoridades cubanas no Ministério do Interior, em Havana.
O encontro foi confirmado pela Cia que disse que transmitiu uma mensagem do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o país está preparado para se envolver em questões econômicas e de segurança se Cuba fizer "mudanças funcionamentais". A agência de inteligência dos EUA não deu mais detalhes.
Segundo comunicado divulgado pela mídia estatal Cubadebate, Ratcliffe se encontrou com seu homólogo cubano e ambos os lados demonstraram interesse em ampliar a cooperação bilateral entre as agências de segurança e aplicação da lei.
“Ambos os lados também ressaltaram seu interesse em desenvolver a cooperação bilateral entre as agências de aplicação da lei, visando a segurança de ambos os países, bem como a segurança regional e internacional”, afirmou o governo cubano.
O comunicado também diz que Cuba afirmou à delegação americana que “não representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, nem existem razões legítimas para incluir o país na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo".
A declaração foi divulgada no mesmo dia em que um avião do governo dos EUA foi visto no aeroporto internacional de Havana (veja na imagem acima).
Segundo uma testemunha da Reuters, a aeronave deixou o local na tarde desta quinta-feira. Pessoas embarcando com bagagens também foram vistas antes da decolagem.
A movimentação acontece dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Washington e Havana “iriam conversar”, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
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Também nesta quarta-feira (14), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha do que a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington.
O anúncio acontece depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, dizer nesta quarta-feira (14) que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares oferecida pelos EUA sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica.
As declarações acontecem em meio a uma grava crise energética em Cuba, que está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (14), o leste de Cuba sofreu um apagão maciço e Havana foi cenário de panelaços de protesto na noite passada, após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível "se esgotaram".
Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira.
Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira.
