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PF desmantela esquema milionário de falso consignado e bloqueia bens de investigados

Operação Fugazi cumpre 13 mandados em SP e RS; Justiça Federal de Mato Grosso bloqueia bens e contas de investigados

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PF 15/07/2026
PF desmantela esquema milionário de falso consignado e bloqueia bens de investigados
A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem e que os fatos ainda serão analisados no curso do processo, assegurando aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa | PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Fugazi para investigar um grupo econômico suspeito de aplicar fraudes em operações de crédito consignado e cartão de crédito consignado, tendo como principais vítimas servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Por determinação da Justiça Federal de Mato Grosso, policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A decisão também autorizou o bloqueio de contas bancárias, ativos financeiros e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.

De acordo com a investigação, empresas ligadas ao grupo ofereciam aos consumidores contratos apresentados como cartão de crédito consignado, mas que, na prática, funcionariam como empréstimos consignados com juros elevados.

Segundo a Polícia Federal, o modelo adotado dificultava a quitação da dívida e poderia fazer com que o saldo devedor aumentasse continuamente, mesmo após o pagamento regular das parcelas, gerando prejuízos financeiros às vítimas.

Além da suposta fraude contra consumidores, a investigação também apura a possível prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados no decorrer das apurações.

As medidas judiciais têm como objetivo reunir novas provas, rastrear o destino dos recursos movimentados pelo grupo, identificar todos os envolvidos e viabilizar a recuperação de eventuais valores obtidos de forma ilícita.

A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem e que os fatos ainda serão analisados no curso do processo, assegurando aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.