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Polícia Civil mira núcleo de facção responsável por tráfico de drogas em Arenápolis, Nortelândia e região

Núcleo atuava com  divisão de funções relacionadas à gerência, fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 12/08/2026
Polícia Civil mira núcleo de facção responsável por tráfico de drogas em Arenápolis, Nortelândia e região
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Ultimado, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um núcleo de facção criminosa | PC-MT

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Ultimado, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um núcleo de facção criminosa investigado pela organização e manutenção do tráfico de drogas nos municípios de Arenápolis, Nortelândia e região.

Na operação, são cumpridas 20 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas assecuratórias de bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados.

As medidas foram deferidas pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil, baseada em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Arenápolis, com manifestação favorável do Ministério Público.

Identificação do núcleo criminoso

As investigações iniciaram a partir de prisões em flagrante, realizadas pela Delegacia de Arenápolis, e se desenvolveram ao longo de mais de um ano. Durante esse período, os elementos reunidos permitiram identificar uma estrutura criminosa com divisão de funções relacionadas à gerência, fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes.

Também foi apurado que parte das determinações relacionadas ao funcionamento do grupo era transmitida por integrantes que se encontravam recolhidos no sistema prisional, de onde, segundo os elementos colhidos, continuavam exercendo influência sobre as atividades criminosas desenvolvidas na região.

Entre os alvos da operação estão investigados apontados como responsáveis pela gerência local do tráfico de drogas, fornecimento de entorpecentes, distribuição e manutenção de pontos de venda, alguns deles com atuação contínua nos municípios abrangidos pela investigação.

As medidas patrimoniais determinadas judicialmente também alcançam bens e valores relacionados à atividade investigada, com o objetivo de impedir a movimentação ou ocultação de patrimônio possivelmente proveniente das práticas criminosas, permanecendo os ativos bloqueados à disposição da Justiça.



Apoio operacional

A operação mobilizou 34 policiais civis, com atuação simultânea de equipes da Delegacia de Polícia de Arenápolis, Delegacia de Nortelândia e unidades integrantes da Delegacia Regional de Nova Mutum - Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde e de Nova Mutum, Delegacias de Polícia de Nova Mutum, Diamantino e  São José do Rio Claro).

O material apreendido durante os trabalhos e os presos na operação serão encaminhados à Delegacia de Polícia de Arenápolis, onde serão adotadas as providências cabíveis. Posteriormente, os custodiados serão colocados à disposição do Poder Judiciário para posterior realização das audiências de custódia.

Nome da operação

A denominação Ultimato traduz o caráter conclusivo desta fase da investigação. Iniciado há cerca de um ano, o trabalho da Delegacia de Arenápolis avançou por etapas sucessivas, permitindo identificar diferentes níveis do grupo criminoso. A operação encerra esse ciclo ao atingir simultaneamente a gerência local, fornecedores, pontos de venda e o patrimônio vinculado ao grupo.