Polícia
Irmão de Silval Barbosa é alvo da PF em operação sobre fraude para obtenção de registro de CAC
Toninho Barbosa foi alvo de busca e apreensão em Cuiabá; PF apreendeu revólver e 46 munições durante operação que investiga suposto uso de documentação fraudulenta
O sobrenome Barbosa voltou a entrar no radar da Polícia Federal em Mato Grosso. Antônio da Cunha Barbosa Filho, conhecido como Toninho Barbosa e irmão do ex-governador Silval Barbosa, foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (20), em Cuiabá, durante a Operação Guardiões de Fogo.
A operação investiga suspeitas de fraude na documentação utilizada para a obtenção de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e, posteriormente, para aquisição e manutenção de armas de fogo.
Durante a ação em um condomínio de luxo na capital, os policiais federais apreenderam um revólver calibre .36, 46 munições e documentos que deverão ser analisados no decorrer das investigações.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após o surgimento de indícios de que o investigado teria utilizado documentação fraudulenta para conseguir o registro de CAC, supostamente burlando exigências legais relacionadas à aquisição e manutenção de armas de fogo.
A apuração teria identificado inconsistências em uma certidão apresentada durante o processo de obtenção da documentação.
De acordo com a defesa de Toninho Barbosa, o documento teria sido apresentado de forma equivocada por um despachante em 2021. Os advogados afirmaram que acompanharam o cumprimento do mandado e sustentaram que havia outras armas no imóvel, mas que somente uma foi apreendida em razão da questão relacionada à certidão.
A investigação ainda deverá esclarecer como o documento foi utilizado e se houve responsabilidade criminal na apresentação da documentação.
Toninho Barbosa é irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa, que comandou o Estado entre 2011 e 2014.
O empresário já apareceu anteriormente em investigações e episódios envolvendo a Justiça. Em 2017, foi determinada a devolução de aproximadamente R$ 3,4 milhões ao Estado, valor relacionado a obrigações decorrentes de processos anteriores.
A operação deflagrada nesta quinta-feira, entretanto, é específica e trata da suspeita de irregularidades na documentação utilizada para obtenção do registro de CAC e da posse de armas de fogo.
A Polícia Federal agora deverá analisar os documentos apreendidos e aprofundar a investigação para descobrir como a suposta documentação irregular foi produzida, apresentada e utilizada no processo de obtenção do registro de CAC.
A corporação também busca esclarecer eventuais responsabilidades relacionadas à posse das armas encontradas durante o cumprimento do mandado.
Até o momento, trata-se de uma investigação em andamento, e as suspeitas ainda serão apuradas pelas autoridades.
O caso coloca novamente o nome da família Barbosa no centro de uma investigação policial em Mato Grosso — desta vez, envolvendo armas de fogo, documentação suspeita e um registro de CAC.