Dezesseis anos desde que ele deixou o comando do Palácio Alencastro, após uma onda de projetos sociais como o bom de bola, bom de escola, projeto siminina e projeto buscar, Roberto França Auad, 72, começou a ascender novamente na política em um movimento conservador e no protagonismo de novas figuras políticas.
Ele se prepara agora para um reencontro daqui há 40 dias de novas eleições gerais em Cuiabá e que vai marcar o futuro por longos quatro anos no município.
Os novos personagens – entre eles o próprio França, do Patriotas - que passaram a coabitar a política, enfrentarão os primeiros desafios no poder.
Alguns candidatos, entre eles o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro(MDB), que até então dava as cartas no jogo eleitoral, já começou a experimentar tempos de declínio no tabuleiro político e buscar curar as feridas marcadas por inúmeros escândalos de corrupções.
De acordo com o Instituto Avaliar - divulgado nessa semana – Roberto França já aparece em primeiro nas intenções de votos com 20,3%.
Ele é seguido agora pelo prefeito cuiabano, Emanuel Pinheioro do MDB, que aparece com, 16,1%. Pinheiro é seguido também pelo candidato Abílio Brunnini, do Podemos com 15,6%.
A candidata do Pros, Gisela Simona aparece em quarto com 7,8%. E o candidato do PDT Julier Sebastião aparece na quinta colocação com 1,8%.
O resto dos candidatos não conseguiu atingir 1% nas intenções de votos.
Ao assumir oficialmente a candidatura a Prefeitura pelo seu partido, o Patriotas, Roberto França, tinha diante de si uma desvantagem de quase dez pontos nas pesquisas eleitorais em relação ao candidato Emanuel Pinheiro, além da falta de estrutura e da falta de apoio de outros partidos.
Hoje, com o cenário definido e com a entrada do PSD e do DEM, que indicou o vice, o ex-prefeito lidera em todas as sondagens e em diversas camadas sociais.
Do outro bordo, Emanuel Pinheiro tem a imensa probabilidade de sofrer uma derrota acachapante e – em caso de confirmação dessa hipótese – a ameaça de ter o futuro político reduzido a pouco mais do que ‘pó’ dentro do seu partido, o MDB.
A campanha de Pinheiro teve um ‘baque’ sem precedentes para baixo, após a ultrapassagem de França na corrida eleitoral.
O candidato do Patriotas está em sorrisos largos, em função dos recentes números das pesquisas eleitorais divulgadas. França aparece refestelado sob uma montanha de milhões de intenções de votos.