Política

Editorial: Afinal, por que pai e filho querem comandar as duas maiores Prefeituras de MT?

Será que as duas cidades siamesas está preparadas para ser comandada por pai e filho ao mesmo tempo?

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 17/10/2020
Há algumas perguntas que os institutos de pesquisas deveriam fazer neste momento e em menos de trinta dias para as eleições gerais para a escolha de prefeitos, vereadores e de senador em Mato Grosso: o que os candidatos deveriam fazer neste momento ao eleitor mato-grossense: o que ele exige, acima de tudo, de um candidato? E principalmente de um candidato a prefeito que vai gerir seus destinos pelos próximos quatros anos? Seria revelador se as duas principais cidades do estado, Cuiabá e Várzea Grande pudesse já anteceder a solução dos principais gargalhos de seus problemas. Mas, será que as duas cidades siamesas está preparadas para ser comandada por pai e filho ao mesmo tempo? Será que os dois membros de uma mesma família é a única solução em um universo de mais de um milhão de pessoas – nas duas cidades – para resolver tudo? Emanuel Pinheiro pai, que comanda atualmente Cuiabá e quer continuar comandando pelos próximos quatros anos e seu filho Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, parece que enraizaram o politicamente incorreto – do tipo – não tô nem aí e se nutriram pelo desdém, pelo deboche e pela indiferença, sem dar uma resposta de maneira clara, objetiva e concisa sobre qual o objetivo ‘real’ em querer comandar as duas Prefeituras mais importantes do estado, ao mesmo tempo. Mesmo o filho residindo em um bairro nobre de Cuiabá e o pai, atolado até o pescoço em denuncias de corrupção, além de ser o principal protagonista de um dos maiores escândalos de corrupções dos últimos anos em Cuiabá: o escândalo de paletó. Onde ele foi flagrado enchendo os bolsos de dinheiro de corrupção na gestão do ex-governador Silval Barbosa, quando ele era Deputado Estadual. Nessa luta do bem contra o mal, o resultado das últimas pesquisas parece não coadunar com as pretensões maiores dos Pinheiros e pai e filho, estão, ‘patinando’ para baixo nos números da sucessão das duas cidades e o resultado deve ser catastrófico. Ao escolher os futuros prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, o eleitorado costuma se informar mais sobre eles, buscando informações em sites de monitoramento político e votando em quem tem atuação nos bairros em que os eleitores vivem, por exemplo. Mas, o desgaste das denuncias de corrupção enraizado no ‘seio’ da Prefeitura de Cuiabá, está fazendo as campanhas tanto de Emanuel pai quanto de Emanuel Neto, naufragarem. O prefeito Emanuel Pinheiro quanto o Deputado Federal Emanuelzinho, não escondem mais em seus semblantes as suas contrariedades com as permanências e o paulatino aprofundamento da crise política que se enraizou nas suas duas campanhas. A natureza da crise, calcadas em indícios sérios de manobras políticas, já é algo em si com que os dois membros da família certamente nunca tiveram que lidar. Ao constatar pessoalmente a perda de popularidade, Emanuel Pinheiro, de Cuiabá, deveria lembrar que em política a matemática é exata, e se tivesse seguido conselho de apoiadores, certamente não sairia candidato à reeleição e nunca sedimentaria a candidatura de seu filho, Emanuelzinho, em Várzea Grande.