Política
Efeito borboleta é o nome de uma teoria matemática que atribui a pequenas ações o poder de desencadear grandes acontecimentos. O nome vem de um exemplo: o bater de casas de uma borboleta pode provocar um furação do outro lado do planeta.
Na política, dependendo das equações, o resultado pode ser exato ou não. No caso negativo, as consequências podem ser maiores.
Nos últimos dias – talvez por excesso de confiança e mal-assessoramento – o candidato do PTB para a Prefeitura de Várzea Grande, Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, cometeu um erro considerado infantil, mas, grave no ponto de vista jurídico.
O candidato que também é Deputado Federal declarou para a justiça eleitoral ser sócios de duas empresas em Várzea Grande, cidade que ele quer administrar.
Entre as empresas está a VG Comércio e Distribuição de Recicláveis com capital de R$ 100 mil e que o candidato afirma ser cotista.
A outra empresa é a Mania do Peixe Piscicultura com capital de R$ 50 mil e também o parlamentar afirma ser sócio. O artigo 54 da Constituição Federal proíbe parlamentar federal de exercer comércio durante o mandato.
Ainda na declaração para a justiça eleitoral, Emanuelzinho afirma ter R$ 75 mil em depósitos bancários e ainda um empréstimo feito ao irmão, Elvis Khun Pinheiro no valor de R$ 35 mil.
Na declaração o Deputado Federal não declarou ser proprietário de residência e nem veículo em Várzea Grande.
A declaração de bens de Emanuelzinho é um ‘baque’ na sua pretensão para prefeito da cidade industrial por desrespeitar os eleitores.
E vai ser um erro simplório em sua prestação de contas podendo tirá-lo de disputas eleitorais nos próximos pleitos.
Se ocorrer o impedimento, a culpa deve ser do próprio candidato pelo seu excesso e por assessores mau-preparados.
Veja as empresas em que o candidatos afirma ser sócios em VG
Emanuelzinho