Política

Mentiras sem fim de Leitão e como ele lutou para dividir MT 2 vezes e chegou a ser preso pela PF por corrupção

A gestão de Nilson Leitão em Sinop foi considerada de baixa produtividade na aprovação de projetos e péssimas relações com a sociedade

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 24/10/2020
Mentiras sem fim de Leitão e como ele lutou para dividir MT 2 vezes e chegou a ser preso pela PF por corrupção
Foto: Arquivo
De tão estranhas ou mal contadas, existem histórias que, aparentemente, só os políticos são capazes de produzir - e que, de tão singulares, eles também se complicam muito na hora de se explicarem. É o caso do candidato ao Senado na eleições de 2020 pelo PSDB de Mato Grosso, Nilson Aparecido Leitão, 51. Natural de Cassilândia, estado de Mato Grosso do Sul, Leitão chegou na cidade de Sinop(512 KM de Cuiabá), em Mato Grosso ainda no final da década de 80. Menino pobre de Cassilândia, Leitão trabalhou como pintor e auxiliar de contabilidade até ser apoiado e indicado pelo ex-Deputado Federal Ricarte de Freitas para vereador. Após ser eleito, se distanciou de Freitas. Com uma personalidade excessivamente conflitiva e centralizadora, mas, politicamente bem articulado, Leitão caiu nas graças do ex-Deputado José Riva, ex-todo-poderoso da assembleia legislativa e chegou a assumir, como suplente, o mandato de Deputado Estadual. Embalado por Riva e pelo ex-governador Dante de Oliveira, que o apoiou, Leitão foi eleito e reeleito prefeito de Sinop em dois mandatos consecutivos. A sua gestão foi considerada de baixa produtividade na aprovação de projetos e péssimas relações com a sociedade. Além disso, a falta de uma visão, uma proposta e uma agenda de reformas para melhorar a vida dos sinopensses, levou Leitão a definir sua própria pauta, antagônica aos interesses do povo. [caption id="attachment_29124" align="alignnone" width="243"] FOTO:MAURICIO BARBANT[/caption] A sua atuação na Prefeitura o levou a ser preso pela Polícia Federal no dia 17 de maio de 2007 na chamada Operação Navalha e Nilson Leitão chegou a ser levado de algemas para Brasília no vôo 3898 da antiga TAM, conjuntamente com policiais federais. O candidato ao Senado de Mato Grosso ficou quatro dias preso na Penitenciária da Papuda, acusado de ter recebido, na época, R$ 200 mil em propina da empresa Gautama – pivô da Operação – e que executava obras de Saneamento em Sinop para a construção de rede de esgoto e tratamento de água. As provas contra Leitão foram produzidas pela própria PF após investigações de agentes federais. Os agentes filmaram e fotografaram Nilson Leitão em Brasília com um envelope amarelo, onde estariam R$ 100 mil que seriam a antecipação de propina paga pela empresa Gautama para tocar as obras em Sinop, época em que Nilson era prefeito. Ainda assim, mesmo com a incapacidade política a favor da sociedade de Sinop por causa do escândalo nacional, oriundo da dinheirama dos Ministérios de Desenvolvimento, Planejamento e Gestão; Meio Ambiente; Minas e Energia; Integração Nacional; e Cidades, além do Departamento Nacional e Infraestrutura de Transportes (Dnit), e protagonizado quando Nilson foi prefeito, é apenas uma parte da explicação da profundidade da outra ‘face’ do candidato ao Senado e que se enraizou durante a sua performance, como politico. E é certo que de tão estranhas ou mal contadas, existem histórias que, aparentemente, só ele foi capaz de produzir - e que, de tão singulares, ele também se complica muito na hora de se explicar. E o caso do apoio feito em 2011 - quando ele foi Deputado Federal - e foi um dos defensores ferrenhos da divisão de Mato Grosso para a criação do estado do Araguaia. Houve plebiscito e a população mato-grossense refutou a ideia da divisão. Antes, Nilson também empunhou a ‘bandeira’ de outra divisão. Desta vez ele queria que fosse criado o estado do Nortão, e a cidade de Sinop como capital. Certamente Nilson iria concorrer ao cargo de governador. O paradoxo politico de Nilson chegada ser realmente conflitante: ele quer ser senador de Mato Grosso uno, mas, se dividir pode ser governador de Mato Grosso separado e tanto faz. Como ele mesmo afirmou: “Mato Grosso tem que se desenvolver e se a opção de desenvolvimento do estado for à divisão, eu vou concordar. A divisão é algo que não está morto”, disse o candidato ao Senado Nilson Leitão, na época.   Atualizada Veja Reportagens veiculadas na imprensa de MT onde Nilson leitão foi a favor da Divisão de MT   Site Bastidores do Poder Site Rdnews Site Rede Brasil Site Sonoticias