Política
A CPI da Pandemia no Senado ouve nesta quinta-feira o deputado Ricardo Barros, líder do Governo Bolsonaro na Câmara, sobre as denúncias de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Em sessão marcada por bate-boca entre os parlamentares, o deputado negou ligação com as supostas irregularidades apontadas pelo deputado Luis Miranda na compra de imunizantes pelo Governo federal e disse não ter influência sobre o Ministério da Saúde, embora tenha comandado a pasta no Governo Temer. Também nesta quinta, morreu aos 85 anos o ator Tarcísio Meira, vítima da covid-19. Ele estava internado desde o dia 6 de agosto, quando precisou ser intubado em decorrência das complicações pelo coronavírus. Desde o início da pandemia, o Brasil soma 565.748 mortes causadas pelo coronavírus.
O ministro Alexandre de Moraes acolheu uma nova notícia-crime apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Jair Bolsonaro —a segunda contra o presidente que será incorporada ao inquérito das fake news, no Supremo Tribunal Federal (TSE).
Bolsonaro é suspeito de vazar informações em segredo, com base no artigo 153 do Código Penal. O motivo são as declarações do presidente que, ao lado do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), divulgou informações de um inquérito sigiloso da Polícia Federal que apura a invasão do sistema do TSE por um hacker, em 2018. O tribunal nega que a ação tenha gerado dados ao pleito. Bolsonaro vem atacando a credibilidade do sistema eletrônico de votos e deu as declarações em entrevista ao programa Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, no dia em que havia sido virado alvo de oura notícia-crime no STF.
Na decisão, Moraes também determina o afastamento do delegado Victor Neves Feitosa Campo da presidência do inquérito. O policial e o deputado Barros também deverão prestar depoimento.
Moraes ordenou ainda a exclusão, pelas redes sociais e sites Facebook, Twitter, Telegram, Linode e Bitly, dos links e posts em que Bolsonaro compartilhou a entrevista.