Política
PF faz Operação Iterum e a polícia aplica mais um ‘antivírus’ no ‘vírus´ corruptivo na gestão Pinheiro, por quê?
Empresários, servidores públicos, ‘laranjas’ se uniram para desviar dinheiro publico na saúde do município, na administração Pinheiro
A ideia primária de que 'prender todo mundo' envolvido com o famigerado processo de corrupção na Prefeitura de Cuiabá, sob a gestão Emanuel Pinheiro, MDB, é ingênua.
Pensar que as operações policialescas, seja estadual ou federal, acabaria com o medo daqueles que usurpam do dinheiro público em ações nefastas corruptivas, é pura ilusão ótica.
Em meio àqueles que comemoraram as mais recentes denúncias e prisões em dezenas de operação no ‘seio’ da Prefeitura de Cuiabá, em que muitos veem nelas um motivo adicional para uma descrença total nos políticos, chega a ser bizarro.
O clima de revolta dos cuiabanos com a turma comandado pelo prefeito Emanuel Pinheiro - nas últimas semanas – ficaram mais latente após a divulgação dessas operações policiais.
A última ocorreu na manhã de quarta feira, 04. Policiais Federais e servidores da Controladoria Geral da União – CGU, realizaram a Operação Iterum, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que desviou recursos públicos federais destinados à saúde do Município de Cuiabá, e que deu um prejuízo aos cofres públicos estimados em 13 milhões de reais.
Os Mandados de Busca e Apreensão ocorreram nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, e foram expedidos pela 5ª Vara Federal.
O desvio que ecoou pelo ‘ralo’ da corrupção na Prefeitura de Cuiabá, envolveu servidores públicos, empresários e ‘laranjas’.
Os envolvidos responderão pela prática dos crimes de corrupção, lavagem de capitais e fraude ao caráter competitivo de licitação. A mais recente Operação da Polícia – a 18ª – na gestão de Pinheiro.
O que causou mais uma indenização daqueles servidores honestos da Prefeitura e da população cuiabana.
Nas redes sociais, as manifestações foram de revolta, como: “prendam todos os corruptos” e até a negação quase total da política em Cuiabá – “ninguém presta”.
Mas, combate a corrupção na gestão de Emanuel tem sido uma tarefa permanente dos órgãos de controle e fiscalização, do ministério e da Polícia. E é mais ou menos como uma empresa de computação criando antivírus.
Ela não vai conseguir extinguir os vírus.
Ela vai fazer antivírus o tempo todo.
E isso não tem um ponto de chegada.
O desafio, na verdade, seria uma inversão de valores: não é descobrir como se livrar da corrupção na Prefeitura mas, sim como proteger o político da corrupção ativa praticada pela sociedade cuiabana.
O que seria um antagonismo sem precedentes.