Política

Pivetta assume Governo de MT sob pressão e herda desafios decisivos a poucos meses das eleições

Vice assume no lugar de Mauro Mendes, que deixa o cargo para disputar o Senado, e terá oito meses para mostrar força política e administrativa

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 31/03/2026
Pivetta assume Governo de MT sob pressão e herda desafios decisivos a poucos meses das eleições
Pivetta terá um desafio ainda maior: se firmar politicamente como candidato ao Governo | Página 12

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu oficialmente o comando do Governo de Mato Grosso na tarde desta terça-feira,31, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa, marcando o início de um período estratégico que pode definir os rumos políticos do Estado até 2026.

A transmissão de cargo foi feita pelo agora ex-governador Mauro Mendes (União), que deixa o Executivo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro.

Com isso, Pivetta passa a ocupar, pelos próximos oito meses, o principal cargo do Estado — e terá pela frente não apenas a missão administrativa, mas também um cenário político sensível e altamente competitivo.

Ao assumir o Palácio Paiaguás, Pivetta encontra um Estado com avanços fiscais, mas também com cobranças crescentes em áreas sensíveis, como: saúde pública, com pressão por ampliação de atendimentos e redução de filas; Infraestrutura, especialmente manutenção de rodovias e obras em andamento; Segurança pública, diante do avanço de facções e criminalidade em regiões urbanas; Educação, com demandas por valorização profissional e estrutura nas escolas;

Mesmo com a imagem de equilíbrio fiscal deixada pela gestão Mauro Mendes, o novo governador terá que lidar com a expectativa da população por resultados imediatos, principalmente em serviços essenciais.

Mais do que governar, Pivetta terá um desafio ainda maior: se firmar politicamente como candidato ao Governo.

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Nos bastidores, a avaliação é de que esse período será decisivo para medir sua capacidade de liderança, articulação e entrega de resultados.

Isso porque o cenário político em Mato Grosso já está em movimentação, com grupos se reorganizando e possíveis adversários de olho no Palácio Paiaguás.

Pivetta, que já declarou intenção de disputar a sucessão estadual, precisará usar a máquina pública com habilidade política — sem ultrapassar limites legais — para fortalecer sua imagem e ampliar alianças.

Aliado direto de Mauro Mendes, Pivetta assume com a missão de manter a linha administrativa do atual grupo político, que tem como marca a austeridade fiscal e investimentos em infraestrutura.

Por outro lado, também cresce a expectativa de que ele imprima marca própria, principalmente diante do curto tempo de gestão.

A leitura entre analistas políticos é clara: Pivetta não pode apenas administrar — ele precisa se posicionar.

Com a saída de Mauro Mendes para a disputa ao Senado, o tabuleiro político em Mato Grosso ganha nova configuração.

A movimentação abre espaço para alianças, disputas internas e possíveis rupturas dentro de grupos tradicionais.

Nesse contexto, o governo de Pivetta passa a ser observado não apenas pela gestão, mas como plataforma eleitoral em tempo real.

Os próximos oito meses serão decisivos para: Consolidar a imagem de gestor eficiente, ampliar base política e alianças, entregar resultados visíveis à população e evitar crises administrativas ou políticas

Mais do que ocupar o cargo, Pivetta terá que provar que está preparado para permanecer nele.

Ao assumir o comando de Mato Grosso, Otaviano Pivetta entra em uma fase decisiva de sua trajetória política.

Com pouco tempo e alta cobrança, o novo governador terá que equilibrar gestão e estratégia eleitoral — em um cenário onde cada decisão pode pesar diretamente nas urnas. Os próximos nove meses não serão apenas de governo, mas de teste político em tempo real.