Política
Max Russi amplia diálogo da ALMT com setor de água mineral e reforça atuação da CST da Mineração
Presidente da Assembleia Legislativa e idealizador da Câmara Setorial Temática destaca importância de ouvir os diferentes segmentos da mineração para identificar entraves, estimular investimentos e gerar emprego e renda em Mato Grosso
A atuação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), ganha destaque na ampliação do diálogo entre o Poder Legislativo e os diferentes segmentos da cadeia mineral do Estado.
Por meio da Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração, instalada na ALMT, Max Russi tem buscado aproximar o Legislativo de empresários, especialistas e representantes dos setores produtivos, criando um espaço permanente para ouvir as dificuldades enfrentadas por quem produz e discutir alternativas para o desenvolvimento da atividade mineral em Mato Grosso.
Entre os segmentos que passaram a integrar esse debate está a produção de água mineral, atividade que, apesar de fazer parte da cadeia mineral, muitas vezes não é associada diretamente à mineração.
Um dos exemplos apresentados à CST é o da Água Sapoti, empresa familiar instalada em Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 quilômetros de Cuiabá. A empresa é comandada pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, ao lado das filhas Letícia e Rafaela.
A história da Sapoti começou em 1991, quando a família adquiriu uma propriedade localizada a 18 quilômetros da cidade. No local, encontrou uma cachoeira e, posteriormente, análises técnicas identificaram a existência de água mineral naturalmente fluoretada.
A transformação do recurso natural em atividade produtiva, entretanto, exigiu anos de trabalho. O processo de exploração teve início em 2006 e a indústria entrou efetivamente em operação somente em 2015.
Durante esse período, a família enfrentou uma série de desafios relacionados à burocracia, documentação, análises laboratoriais, infraestrutura e logística.
“Temos que nos ajustar todos os dias, porque, quando você pensa que superou uma questão, surge outra”, relatou Paulete.
Atualmente, a empresa produz garrafões de 20 litros, copos e embalagens PET, com água com e sem gás. Aproximadamente 20 trabalhadores atuam diretamente na operação.
Mesmo com a estrutura instalada, a empresa trabalha atualmente com apenas 25% a 30% de sua capacidade produtiva. De acordo com Paulete, caso consiga utilizar aproximadamente 75% da capacidade, a indústria poderá chegar a cerca de 100 empregos diretos.
Os custos de transporte e de insumos também aparecem entre os obstáculos para a expansão. A empresa pretende ampliar sua presença no mercado mato-grossense e, futuramente, alcançar outros mercados do Mercosul.
Para Paulete, a abertura de espaço para o setor dentro da Assembleia representa uma mudança importante.
“Apesar de todos os desafios, hoje temos a atenção do Poder Público, que nunca tivemos antes com a CST, e acreditamos que essa oportunidade de diálogo fará a diferença para esse futuro que queremos conquistar”, afirmou.
Max Russi: ouvir para transformar potencial em desenvolvimento
À frente da ALMT e como presidente e idealizador da CST da Mineração, Max Russi defende que o primeiro passo para enfrentar os gargalos do setor é conhecer de perto a realidade de quem está na atividade produtiva.
“Mato Grosso tem um potencial mineral enorme e precisamos conhecer toda essa cadeia. Quando falamos em mineração, estamos falando de diferentes atividades, inclusive da água mineral. A CST tem justamente essa função: ouvir quem produz, entender onde estão os entraves e buscar caminhos para que esse potencial possa gerar desenvolvimento, emprego e renda de forma responsável”, afirmou o presidente da Assembleia.
A proposta da CST é justamente ampliar a participação dos diferentes segmentos da mineração nas discussões promovidas pelo Legislativo, permitindo que as demandas sejam apresentadas diretamente por quem vive a realidade do setor.
A iniciativa também abre espaço para discutir questões que vão desde a regulamentação e a burocracia até infraestrutura, logística, tributação, investimentos, geração de empregos e agregação de valor à produção.
Legislativo mais próximo de quem produz
Para a vice-presidente da CST da Mineração, Tais Paula Costa Leite, conhecer experiências concretas como a da Água Sapoti é fundamental para aproximar o debate institucional dos desafios enfrentados pelos empreendedores.
“Da água mineral às demais atividades da mineração, a intenção é colocar diferentes setores à mesa e construir, a partir do diálogo, propostas que permitam a Mato Grosso aproveitar melhor suas riquezas naturais, agregar valor à produção e gerar novas oportunidades”, afirmou.
A atuação de Max Russi à frente da Assembleia, nesse contexto, coloca a CST como um instrumento de aproximação entre o Legislativo e o setor produtivo.
Ao levar para dentro da ALMT empresas que enfrentam diariamente problemas de infraestrutura, burocracia, logística e expansão, a Câmara amplia o diagnóstico sobre a mineração mato-grossense e cria um canal para que essas demandas possam ser transformadas em propostas e encaminhamentos.
O debate sobre a água mineral demonstra que a mineração em Mato Grosso vai muito além dos grandes projetos de extração. Ela também envolve pequenos e médios empreendimentos, empresas familiares, trabalhadores e cadeias produtivas que podem ampliar sua participação na economia estadual.
É justamente nesse espaço que a CST pretende avançar: ouvindo os diferentes setores, identificando os gargalos e buscando, por meio do diálogo institucional, caminhos para que o potencial mineral de Mato Grosso possa se transformar em mais investimentos, empregos, renda e desenvolvimento.