Brasil

Duas primeiras moradoras do RJ são vacinadas no Cristo Redentor

'Fiquei muito emocionada', disse idosa que recebeu a primeira dose ao lado de enfermeira, em cerimônia simbólica no cartão postal carioca. Profissional pioneira no programa de imunização aplicou dose

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1 18/01/2021

A idosa Terezinha da Conceição, de 80 anos, e a técnica de enfermagem Dulcineia da Silva, de 59 anos, receberam as duas primeiras doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas no Rio de Janeiro.

Em uma cerimônia simbólica marcada por aglomeração no Cristo Redentor, as duas receberam por volta das 18h20 desta segunda-feira (18) – com 1 hora e 20 de atraso – a injeção com a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, em São Paulo.

Dulcineia é técnica de enfermagem no Hospital Municipal Ronaldo Gazola, unidade especializada em tratamento da Covid-19 no Rio. Trabalha há 8 meses na linha de frente do combate à pandemia.

Terezinha foi acolhida pelos serviços da Prefeitura em 2015. Ela estava em situação de vulnerabilidade depois que sua casa, em más condições e perto de uma ribanceira, foi demolida pela Defesa Civil.

Terezinha recebeu a primeira dose de Adélia Maria dos Santos, de 71 anos, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde desde 1979 e é uma das fundadoras do Programa de Imunização da cidade. Adélia trabalhou nas primeiras campanhas de vacinação contra o sarampo e poliomielite.

Diabética e hipertensa, trabalhou em regime de home office durante a pandemia.

Atraso

Com quatro horas de atraso, chegaram pouco antes das 17h, no Aeroporto Santos Dumont, as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 no Rio de Janeiro.

Uma aeronave comercial – cedida por um suplente de senador – trouxe parte do primeiro lote.

De lá, foram transportadas para o Cristo Redentor e para o centro de distribuição em Niterói.

Outros dois voos chegarão no Rio até a manhã de terça (19), com mais imunizantes. No total, a primeira leva receberá 487.520 doses, que vão imunizar 232.521 fluminenses – duas doses para cada.

Até sábado (23), as primeiras quase 500 mil doses não serão aplicadas em postos. Serão vacinadas apenas os grupos abaixo, em locais estabelecidos pelo governo:

  • trabalhadores da Saúde que atendem diariamente pacientes com coronavírus (em CTI, enfermarias e emergências) — cerca de um terço dos profissionais da saúde;
  • pessoas com 60 anos em asilos ou abrigos;
  • pessoas com deficiência a partir de 18 anos moradores de abrigos e residências inclusivas;
  • População indígena vivendo em terras indígenas.

Maioria dos idosos ainda não será vacinada

O governo pede que a população não vá a postos de saúde para ser vacinada.

Não há vacina para todos os idosos nesse primeiro momento – somente para os que moram em 10 abrigos selecionados pelas autoridades.

Também não há vacina ainda para todos os profissionais de saúde: só para um terço deles.