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Coronavírus: Brasil supera marca de 215 mil mortos pela covid-19 e tem mais de 8,7 milhões de casos

O Brasil acumula um total de 8.753.920 casos de covid-19 e 215.243 mortos pela doença, segundo boletim do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) divulgado na sexta-feira (22)

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM BBC BRASIL 22/01/2021
Coronavírus: Brasil supera marca de 215 mil mortos pela covid-19 e tem mais de 8,7 milhões de casos
Foto: Diogo Varas

O Brasil acumula um total de 8.753.920 casos de covid-19 e 215.243 mortos pela doença, segundo boletim do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) divulgado na sexta-feira (22).

Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.096 óbitos e 56.552 casos.

O Estado com maior número de vítimas fatais é São Paulo (51.192), seguido de Rio de Janeiro (28.592) e Minas Gerais (14.010).

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país com mais mortes pela doença em todo o mundo. Ele está atrás apenas dos Estados Unidos, que têm mais de 412 mil óbitos por covid-19, conforme levantamento da Universidade Johns Hopkins.

O país foi superado em número de casos, entretanto, pela Índia (10,6 milhões), agora em segundo lugar depois dos Estados Unidos (24,7 milhões).

Pandemia

O primeiro registro do coronavírus no Brasil foi em 26 de fevereiro. Um empresário de 61 anos, que mora em São Paulo (SP), foi infectado após retornar de uma viagem, entre 9 e 21 de fevereiro, à região italiana da Lombardia, a mais afetada do país europeu que tem mais casos fora da China.

O novo coronavírus, que teve seus primeiros casos confirmados vindos da China no final de 2019, é tratado como pandemia pela OMS desde 11 de março.

As taxas de mortalidade pelo coronavírus têm variado consideravelmente de país para país, também segundo a Johns Hopkins. Enquanto locais como Bélgica, Reino Unido e Itália têm entre 14% e 16% de mortos entre os infectados, essa taxa tem sido de cerca de 6% em países como EUA e Brasil.

Estudos apontam que a grande maioria dos casos do novo coronavírus apresenta sintomas leves e pode ser tratado nos postos de saúde ou em casa.

Mas, entre aqueles que são hospitalizados, o tempo de internação gira em torno de três semanas, o que gera um impacto sobre os sistemas de saúde, de acordo com a pasta, já que os leitos de unidades de tratamento intensivo (UTI) ficam ocupados por um longo tempo, gerando uma crise de escassez de leitos em diversos Estados e municípios brasileiros.