Brasil
Anvisa pede mais informações para decidir sobre liberação de autoteste no país
Decisão da Diretoria Colegiada da agência votou pela necessidade de informações adicionais, por parte do Ministério da Saúde, de política pública para uso dos exames no país
19/01/2022
Diretores cobram informações adicionais do Ministério da Saúde
Durante a reunião exibida ao vivo nas redes sociais da Anvisa, a diretora Cristiane Rose Jourdan afirmou que a utilização dos autotestes poderá ser uma estratégia importante de triagem neste momento da pandemia. “Diante do cenário de infecção pela variante Ômicron, entendo como sendo importante a incorporação regulatória do autoteste como medida adicional de maior acesso pela população, como possibilidade de maior controle da pandemia”, afirmou a diretora. A diretora ressaltou, ainda, que o ministério da Saúde precisa estabelecer como será realizada a notificação dos casos confirmados a partir do uso dos autotestes. O diretor Rômison Rodrigues Mota solicitou que sejam feitas diligências para que o Ministério da Saúde apresente a formalização de politica pública antes da definição pela Anvisa. Mota propôs um prazo de 15 dias para resposta da pasta. Os diretores Alex Machado Campos, Meiruza Souza Freitas e o diretor-presidente Antonio Barra Torres também votaram pela realização de diligências. De acordo com as regras vigentes da Anvisa, o registro de autoteste de doenças infectocontagiosas de notificação compulsória, como a Covid-19, só podem ser feitos caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Segundo o ministério, a utilização dos autotestes funcionará como método de triagem. O resultado rápido permitirá o isolamento dos casos positivos e ações para interrupção da cadeia de transmissão do vírus.
Ampliação da testagem no país
Desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, a testagem tem sido apontada por epidemiologistas como uma estratégia fundamental para o enfrentamento da doença. A partir do diagnóstico e do tratamento adequado dos pacientes, é possível orientar o distanciamento social e promover o rastreamento de outras pessoas que podem ter sido expostas à infecção. Para o pesquisador Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília, a utilização do autoteste, como estratégia de saúde pública, poderá trazer benefícios para o contexto epidemiológico da doença no país. “Nós poderíamos ter um instrumento colocado pelo governo, de forma gratuita, à disposição de públicos prioritários, para que isso facilitasse a identificação de pessoas com o vírus, e fossem praticadas as medidas de isolamento, quarentena e controle. Isso poderia dar mais segurança para a volta às aulas nas escolas públicas, por exemplo”, afirma. Orientações do Ministério da Saúde diante do diagnóstico da Covid-19Mais lidas
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