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Sem provas e materialidade, justiça de MT solta empresária suspeita de mandar matar advogado em Cuiabá
A decisão foi anunciada na noite de quinta-feira,18, e Maria Angélica deverá retornar até sexta-feira para Patos de Minas (MG), onde deverá cumprir medida cautelar com o uso de tornozeleira eletrônica

Sem provas conclusivas e materialidade que a vinculem ao assassinato do advogado Roberto Zampieri, o juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), determinou a soltura da empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo. A decisão foi anunciada na noite de quinta-feira,18, e Maria Angélica deverá retornar até sexta-feira para Patos de Minas (MG), onde deverá cumprir medida cautelar com o uso de tornozeleira eletrônica.
O magistrado destacou a ausência de provas determinantes que conectem a empresária ao crime, resultando na liberação dela. O advogado de defesa, Eustáquio de Noronha Neto, ressaltou que a apontamento de outro mandante masculino pelo executor foi um fator decisivo na avaliação da justiça.
Maria Angélica, cujo passaporte foi apreendido, será monitorada por tornozeleira eletrônica, e a justiça determinou a suspensão do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CAC) dela.
A empresária, ao deixar a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá, deve voltar para Patos de Minas, onde reside com seu esposo e filha menor de idade.
O advogado Roberto Zampieri, de 56 anos, foi morto em dezembro de 2023, em frente a seu escritório em Cuiabá. O executor foi preso em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Além de Maria Angélica, outros envolvidos no caso foram identificados, incluindo um suposto intermediário e um coronel do Exército, todos sob investigação.