Forças russas bombardeiam escola que abrigava 400 pessoas, diz conselho de Mariupol
Siga as principais informações da guerra na Ucrânia
PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN20/03/2022
De acordo com um comunicado divulgado no Telegram pelo conselho da cidade de Mariupol, na Ucrânia, uma escola de arte que estava sendo usada como abrigo foi bombardeada por forças russas neste domingo (20). Cerca de 400 pessoas estavam abrigadas no prédio que foi destruído no ataque, disse o conselho. Ainda não há informações precisas sobre o número de vítimas, mas autoridades da região afirmam que pessoas estão presas sob os escombros.
A Rússia não se manifestou sobre a acusação da autoria do bombardeio na escola de arte, mas tem negado sistematicamente ter civis como alvos. Em uma mensagem de vídeo publicada no Facebook no início deste domingo (20), Zelensky afirmou que a cidade portuária ficará na história como um exemplo de crimes de guerra. Assista acima à cobertura especial da CNN ao vivo sobre a guerra na Ucrânia.
O presidente da Ucrânia também afirmou que os militares russos sofreram “perdas sem precedentes” e que algumas unidades russas foram “destruídas de 80 a 90%”.
“Os ucranianos provaram que podem lutar mais profissionalmente do que um exército que faz guerras há décadas em várias regiões e condições. Respondemos com sabedoria e coragem ao grande número de seus equipamentos e soldados enviados à Ucrânia”, disse Zelensky em um vídeo publicado nas redes sociais.
Rotas de fuga
Neste domingo, sete corredores humanitários serão abertos nas cidades sitiadas, segundo vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk.
A Ucrânia já evacuou um total de 190.000 pessoas dessas áreas desde que a invasão russa começou em 24 de fevereiro, disse Vereshchuk no sábado, embora a Ucrânia e a Rússia se culpem por atrapalhar o processo.
Armas hipersônicas
No sábado (19), autoridades dos Estados Unidos confirmaram à CNN que a Rússia lançou mísseis hipersônicos contra a Ucrânia na última semana, o primeiro uso conhecido de tais mísseis em combate. Os EUA conseguiram rastrear os lançamentos em tempo real, segundo as fontes.
Neste domingo (20), a Rússia disse ter empreendido um novo ataque no fim de semana e declarou que os mísseis atingiram uma grande base de armazenamento de combustíveis e lubrificantes das forças armadas ucranianas. O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, afirmou que o local foi usado como principal base de abastecimento e reabastecimento para as forças blindadas da Ucrânia.
Os mísseis hipersônicos podem viajar em uma trajetória muito mais baixa do que os mísseis balísticos de alto arco, que podem ser facilmente detectáveis. Os hipersônicos também podem manobrar e evitar sistemas de defesa antimísseis.
O Pentágono fez do desenvolvimento de armas hipersônicas uma de suas principais prioridades, principalmente porque a China e a Rússia estão trabalhando para desenvolver suas próprias versões.
Em entrevista à CNN, a professora da Escola Superior de Guerra Mariana Kalil avalia a ação como uma resposta de Vladimir Putin ao apoio do Ocidente aos ucranianos.
“Me parece ser uma resposta russa ao apoio militar que tem sido oferecido pelo Ocidente à Ucrânia, que tem ampliado a possibilidade de defesa da Ucrânia em relação ao tipo de armamento que a Rússia está usando na guerra”, disse a especialista.
Destaques das últimas 24 horas
Rússia confirma uso de armas hipersônicas detectadas pelos Estados Unidos
Invasão russa interrompeu 30% da economia da Ucrânia, diz ministro das Finanças
Mais de 6.600 pessoas passaram por corredores humanitários no sábado, diz Ucrânia
Unicef diz que 1,5 milhão de crianças fugiu da Ucrânia desde início da guerra
Rússia diz que destruiu rádio ucraniana e centros de inteligência do país
É impossível normalizar relações com Putin após invasão da Ucrânia, diz Boris Johnson
China está “do lado certo da história” na guerra da Ucrânia, diz chanceler chinês
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse neste domingo (20) que “o tempo provará que a posição da China está do lado certo da história” sobre a guerra na Ucrânia.
“A China continuará a fazer julgamentos independentes com base nos méritos do assunto e em uma atitude objetiva e justa. Nunca aceitaremos qualquer coerção e pressão externa, e também nos opomos a quaisquer acusações e suspeitas infundadas contra a China”, disse Wang Yi a repórteres, segundo um comunicado do ministério chinês.
Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi / Foto: Greg Baker/Pool via Getty Images
O chanceler afirmou que “a solução de longo prazo é abandonar a mentalidade da Guerra Fria, abster-se de se envolver em confrontos de grupos e realmente formar uma arquitetura de segurança regional equilibrada, eficaz e sustentável. Só assim pode ser alcançada a estabilidade a longo prazo no continente europeu“.
Embora a China não tenha condenado abertamente a invasão russa da Ucrânia, também não ofereceu apoio explícito.
Austrália proíbe exportações de alumínio para a Rússia e anuncia ajuda para a Ucrânia
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, impôs neste domingo uma proibição imediata das exportações de alumínio para a Rússia, ao mesmo tempo em que anunciou o envio de ajuda militar e humanitária adicional para a Ucrânia. De acordo com o governo australiano, a Rússia depende da Austrália para quase 20% de suas necessidades de alumínio.
Ajuda militar: o pacote inclui US$ 15,3 milhões em assistência militar defensiva para as Forças Armadas Ucranianas, elevando a assistência militar total da Austrália até agora para US$ 66,3 milhões, disse o comunicado.
Ajuda humanitária: o governo australiano afirmou que também fornecerá US$ 21,8 milhões em assistência humanitária de emergência, que se concentrará em “proteger mulheres, crianças, idosos e deficientes”.
Primeiro-ministro australiano, Scott Morrison / Foto: REUTERS/Pascal Rossignol
Ucrânia perdeu “temporariamente” acesso ao Mar de Azov, diz ministério da Defesa
O Ministério da Defesa da Ucrânia disse, na noite de sexta-feira (18), já madrugada de sábado neste Brasil, que perdeu o acesso ao Mar de Azov “temporariamente”, com as forças invasoras russas estavam apertando o cerco em torno do principal porto do mar de Mariupol.
“Os ocupantes tiveram sucesso parcial no distrito operacional de Donetsk, privando temporariamente a Ucrânia do acesso ao Mar de Azov “, disse o Ministério da Defesa da Ucrânia em comunicado.
A pasta não especificou em seu comunicado se as forças da Ucrânia recuperaram o acesso ao mar.
“Ato desprezível de Putin”, diz secretário de defesa dos EUA sobre guerra
Em entrevista à CNN, Lloyd Austin, secretário de defesa dos Estados Unidos, falou sobre a conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e o presidente da China, Xi Jinping. Ele afirmou esperar que os chineses “não aprovem esse ato desprezível de Putin”. Austin espera ainda que os russos respeitem a soberania territorial dos ucranianos.
Como saída, o secretário informou que os norte-americanos têm oferecido equipamentos aos ucranianos, além de estarem conversando com os parceiros pró-Ucrânia todos os dias. “Estou sempre em contato com outros ministros da Defesa envolvidos na guerra”, disse.
Operações de resgate continuam em quartel ucraniano
As operações de resgate seguem em andamento em Mykolaiv, na Ucrânia, no local de um ataque com mísseis em um quartel que abriga soldados, disse o chefe regional Vitalli Kim.
Dezenas de soldados foram mortos no ataque pelas forças russas, de acordo com jornalistas da afiliada sueca da CNN Expressen que estavam no local. O correspondente Magnus Falkehed e o fotojornalista Niclas Hammarström relataram que, por volta das 6h, no horário local, desta sexta, “dois caças russos lançaram o que pareciam ser cinco bombas”, destruindo vários edifícios no quartel.
Rússia diz que destruiu centros de rádio e inteligência ucranianos
O Ministério da Defesa da Rússia disse no sábado (19) que o sistema de mísseis costeiros “Bastion” destruiu os centros de rádio e inteligência eletrônica das Forças Armadas ucranianas nas vilas de Veliky Dalnyk e Velikodolinskoe, localizadas na região de Odesa, ao longo do Mar Negro.
“Na noite de hoje, aeronaves operacionais-táticas, militares e não tripuladas russas atingiram 69 instalações militares na Ucrânia”, disse. O ministério afirma ainda que, no total, “desde o início da operação militar especial, 196 veículos aéreos não tripulados ucranianos, 1.438 tanques e outros veículos blindados de combate, 145 lançadores de foguetes múltiplos, 556 peças de artilharia de campanha e morteiros, bem como 1.237 unidades de veículos militares foram destruídos.”
Família continua busca por brasileira que mora na Ucrânia
Familiares continuam buscando informações da brasileira Silvana Pilipenko, paraibana que mora na Ucrânia e se comunicou com os parentes, pela última vez, no dia 2 deste mês de março. Ela está na cidade de Mariupol, um dos principais alvos dos ataques russos.
Neste sábado (19), a família completa 17 dias sem informações de Silvana, além do marido e da sogra dela, ambos ucranianos. A CNN questionou o Itamaraty sobre a paraibana, mas não recebeu retorno até o momento. Na última quarta-feira (16), o Itamaraty havia comunicado o acionamento de organizações internacionais de apoio humanitário por conta do caso. A sobrinha de Silvana Pilipenko, Maria Beatriz Vicente, contou que a tia estava no Brasil até janeiro. Ela voltaria ao país no próximo dia 20 e a falta de notícias deixa a família angustiada.
A brasileira Silvana Pilipenko ao lado do marido Vasyl Pilipenko e dos sogros / Reprodução/Arquivo Pessoal
Biden conversa com Xi Jinping; Putin faz discurso em estádio
No mesmo dia em que o presidente chinês, Xi Jinping, disse ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em conversa por telefone, que a guerra “não é de interesse de ninguém”, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, participou de um evento para celebrar a anexação da Crimeia à Rússia, fato que ocorreu em 2014.
Em discurso para um público estimado de 100 mil pessoas no Estádio Luzhniki, em Moscou, o líder russo falou sobre a guerra em andamento e defendeu a operação citando “Bíblia” e “genocídio”.
Os ataques ordenados por Putin à Ucrânia, que começaram em 24 de fevereiro, foram o motivo da conversa por telefone entre Biden e Xi, ocorrida às 9h03 (horário de Brasília) desta sexta. Os Estados Unidos temem que a China possa fornecer à Rússia equipamentos militares para ajudar na invasão.
Xi, no entanto, negou interesse no conflito. “As relações entre os Estados não podem chegar ao estágio de confronto militar. Conflito e confronto não são do interesse de ninguém. A paz e a segurança são os tesouros mais queridos da comunidade internacional”, afirmou o presidente chinês, segundo a CCTV.
Imagens mostram destruição em Mariupol
Novas imagens de satélite da Maxar Technologies mostram que mais áreas na cidade ucraniana de Mariupol foram destruídas por intensos tiroteios entre militares russos e ucranianos.
Em uma das imagens, tirada no oeste de Mariupol, complexos de apartamentos são vistos queimados e escombros espalhados ao redor deles. Do lado de fora de um deles, vários ônibus são vistos, e alguns estão queimados.
No norte da cidade, os prédios de apartamentos ao redor de duas escolas foram danificados.
Imagens de satélite mostram Mariupol destruída / magem de satélite/Maxar TechnologiesVeja imagens da destruição na Ucrânia
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Imagens foram captadas por satélite nesta quarta-feira (16)
Crédito: Maxar Technologies
Ucrânia diz que 130 foram resgatados em teatro atacado
A ombudswoman de direitos humanos da Ucrânia disse na sexta-feira que 130 pessoas foram resgatadas até agora de um teatro bombardeado em Mariupol, mas ainda não havia informações sobre mais de 1.000 outras pessoas que autoridades acreditam que estavam abrigadas no local quando a bomba caiu.
Lyudmyla Denisova afirmou que o trabalho de resgate estava em andamento no local, que a Ucrânia diz ter sido atingido por um poderoso ataque aéreo russo na quarta-feira. A Rússia nega ter bombardeado o teatro ou estar alvejando civis.
“As equipes de resgate estão trabalhando. Só há esta informação: 130 pessoas estão vivas e foram retiradas. O restante está esperando ajuda”, disse ela em rede nacional.
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De acordo com autoridades ucranianas, Teatro de Mariupol estava sendo usado como abrigo para civis
Crédito: Divulgação/Câmara Municipal de Mariupol
Rotas para atacar Kiev foram bloqueadas, diz Ucrânia
As Forças Armadas da Ucrânia informaram na sexta-feira que as duas principais rotas da Rússia para atacar a capital Kiev foram bloqueadas.
Diante de uma campanha para aparentemente cercar a capital antes de uma possível tentativa de tomá-la, as forças russas posicionadas em ambos os lados do rio Dnipro –que divide a cidade de norte a sul– foram detidas, segundo Oleksandr Hruzevych, vice-chefe de pessoal do exército ucraniano.
“Até hoje, o inimigo está parado a uma distância de quase 70 quilômetros da margem direita da cidade, o que impossibilita o disparo, exceto o de foguetes. Na margem esquerda, o avanço [também] foi interrompido. O inimigo está atirando cinicamente em nossas instalações de infraestrutura. [Mas] as principais formas de ataque estão bloqueadas”, disse.
Forças de segurança ucranianas nas ruas aumentam a resistência aos ataques russos em Kiev. / Anadolu Agency via Getty Images
Vídeo: Tráfico de pessoas gera temor entre refugiados
Zelensky diz esperar progresso em proposta de adesão à UE
Volodymyr Zelensky disse que conversou com a chefe da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira e que espera progresso no pedido de adesão do país à União Europeia (UE) nos próximos meses.
“Tive uma conversa substancial com a presidente da CE”, informou Zelensky pelo Twitter. “O parecer da CE sobre o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia será preparado dentro de poucos meses. O governo ucraniano e a CE estão instruídos. Nos movendo juntos para nosso objetivo estratégico.”
O presidente ucraniano assinou o pedido de adesão ao bloco no dia 28 de fevereiro, durante o quinto dia de guerra, requisitando um procedimento especial para que a avaliação fosse feita rapidamente.
Protesto por mortes de crianças em Lviv
O repórter da CNN Brasil Mathias Brotero, enviado especial à Ucrânia, flagrou um protesto silencioso contra a morte de 109 crianças ucranianas desde o início da ofensiva russa. A população colocou 109 carrinhos de bebês vazios em uma das principais praças de Lviv, cidade próxima à fronteira com a Polônia.
A cidade é destino de refugiados que tentam cruzar a fronteira e foi alvo de ataques pela primeira vez nesta sexta-feira (18). Autoridades ucranianas confirmaram que não houve mortos.
O Papa Francisco também denunciou a morte de crianças em mensagem nesta sexta-feira.
Carrinhos de bebês vazios simbolizando crianças mortas na Ucrânia devido a ataques russos à Ucrânia / Anadolu Agency via Getty Images
Ilusões da Rússia sobre o Ocidente acabaram, diz Lavrov
A Rússia “perdeu todas as ilusões” de depender do Ocidente e Moscou “nunca aceitará” uma visão do mundo dominada pelos Estados Unidos, que quer agir como um “xerife global”, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, nesta sexta.
As nações ocidentais impuseram sanções abrangentes nos setores financeiro e corporativo da Rússia em resposta à invasão da Ucrânia por Moscou em 24 de fevereiro, mergulhando a economia russa em sua crise mais grave desde a queda da União Soviética em 1991.
Lavrov, ministro de Vladimir Putin desde 2004, disse que a reação do Ocidente ao que Moscou chamou de “operação militar especial” tinha ilustrado que o Ocidente era completamente dominado pelos Estados Unidos e que a União Europeia era em grande parte impotente.
Ele acrescentou que muitos países como China, Índia e Brasil não queriam ser ordenados pelo “Tio Sam” agindo como um xerife.
Vídeo: Entenda a relação econômica entre China e Rússia
Quase 900 ucranianos vieram para o Brasil, diz PF
Dados da Polícia Federal mostram que o Brasil já recebeu 894 ucranianos desde o início de guerra entre Rússia e o país vizinho, no dia 24 de fevereiro, de acordo com informações da analista da CNN, Renata Agostini. Destes, 28 pediram visto –seja temporário, residente ou provisório– para permanecer no Brasil.
O levantamento considera as entradas de 24 de fevereiro até 17 de março. De acordo com o Itamaraty, 15 ucranianos solicitaram ainda no exterior o visto humanitário. A diferença entre o número de entradas e pedidos de visto é explicada porque os ucranianos têm permissão para entrar no país como turistas.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 3 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa. Desse volume, mais de 2 milhões entraram na Polônia vindos da Ucrânia, disse a guarda de fronteira polonês nesta sexta-feira.
Órgão europeu investiga violações de direitos humanos
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) abriu uma investigação sobre violações de direitos humanos e atrocidades cometidas na invasão russa à Ucrânia. A missão de apuração de fatos ocorre depois que 45 países invocaram um mecanismo raro da OSCE que é usado para investigar questões de direitos humanos.
“A missão já começou e os especialistas começaram seu trabalho”, disse Katya Andrusz, porta-voz do Escritório da OSCE para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR). “A investigação em si durará cerca de três semanas, após as quais a Ucrânia terá a oportunidade de comentar sobre o relatório antes de ser finalizado”.
Uma conta de e-mail foi criada para que as pessoas enviem informações relevantes para a missão de apuração de fatos. Andrusz disse que a caixa de entrada está recebendo muitas informações de várias fontes e ficará aberta durante toda a investigação.
Fotos: as principais imagens da guerra
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Invasão começou na quinta-feira, 24 de fevereiro, com bombardeios em diversas cidades da Ucrânia. Na imagem, uma explosão ocorre na capital Kiev
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:
ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
Ucrânia: U$ 4,1 bilhões
Rússia: US$ 45,3 bilhões
TROPAS ATIVAS
Ucrânia: 219 mil soldados
Rússia: 840 mil soldados
AERONAVES DE COMBATE
Ucrânia: 170
Rússia: 1.212
HELICÓPTEROS DE ATAQUE
Ucrânia: 170
Rússia: 997
TANQUES DE GUERRA
Ucrânia: 1.302
Rússia: 3.601
ARMAMENTO ANTIAÉREO
Ucrânia: 2.555
Rússia: 5.613
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24 de fevereiro), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. O Ocidente, no entanto, aplicou sanções financeiras pesadas aos russos.Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev / 24/02/2022 Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.
A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
A Rússia afirmou que só irá parar com os ataques se suas “condições” forem aceitas pela Ucrânia. Na lista, estão uma mudança da Constituição do país para resguardar neutralidade em relação à adesão em blocos, além do reconhecimento da Crimeia como território russo e das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.