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Saiba quem era Alex Pretti, homem morto por agentes de imigração nos EUA

Enfermeiro em UTI de veteranos morreu baleado enquanto era imobilizado no chão em Minneapolis

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 25/01/2026
Saiba quem era Alex Pretti, homem morto por agentes de imigração nos EUA
Alex Pretti, homem morto por agentes de imigração nos EUA | REUTERS

Alex Pretti, um homem de 37 anos foi morto a tiros por agentes federais de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos, no sábado (24).

Segundo familiares, amigos e colegas, Pretti trabalhava como enfermeiro, cuidando de veteranos doentes – um reflexo de seu profundo desejo de ajudar os outros, disseram eles.

Pretti trabalhou como enfermeiro na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Centro Médico de Veteranos de Minneapolis por cerca de cinco anos, de acordo com um colega que pediu para não ser identificado.

“Alex era uma alma bondosa que se importava profundamente com sua família e amigos, e também com os veteranos americanos que ele cuidava como enfermeiro da UTI no hospital de veteranos de Minneapolis. Alex queria fazer a diferença neste mundo”, disseram seus pais, Michael e Susan Pretti, em um comunicado.

“Infelizmente, ele não estará conosco para ver o impacto de seu trabalho", acrescentaram.

O Dr. Dimitri Drekonja, chefe da Seção de Doenças Infecciosas do hospital de veteranos de Minneapolis, escreveu no Bluesky que ele era “uma pessoa boa e gentil que vivia para ajudar”. Drekonja afirmou que Alex Pretti apoiava veteranos gravemente enfermos no hospital.

Um colega de trabalho disse que Pretti pesquisava maneiras de prevenir a morte de veteranos por câncer de cólon.

Alex Pretti foi morto a tiros enquanto agentes de imigração o imobilizavam no chão em Minneapolis.

O DHS (Departamento de Segurança Interna) afirmou que os agentes tomaram a arma de Pretti no local e atiraram em legítima defesa.

Uma análise de vídeo feita pela CNN mostra um agente federal removendo a arma momentos antes do disparo. "Os agentes tentaram desarmar o suspeito, mas ele resistiu violentamente", disse a agência em um comunicado.

polícia de Minneapolis afirmou que Pretti possuía porte de arma legal e que os registros judiciais mostram que ele não tinha antecedentes criminais no estado, apenas infrações de trânsito e estacionamento.

Seus pais, em um comunicado, contestaram as alegações do DHS de que ele representava uma ameaça aos agentes quando foi morto. Eles disseram que ele estava tentando proteger uma mulher que estava perto dos agentes naquele momento.

"As mentiras repugnantes contadas sobre nosso filho pelo governo são repreensíveis e nojentas", disseram os pais, acrescentando que "ele era um bom homem".

“Ele se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que estava acontecendo em Minneapolis e em todos os Estados Unidos com o ICE, assim como milhões de outras pessoas”, falou Michael Pretti, pai de Alex.

Pretti se formou no ensino médio em Green Bay, no estado de Wisconsin, em 2006, segundo a afiliada da CNN, Spectrum News.

Ele pagou seus estudos de enfermagem trabalhando no hospital da VA (Administração de Veteranos) e ingressou na equipe após se formar, relatou um colega de trabalho.

A vizinha de Alex Pretti, Jeannie Wiener, falou que ficou chocada ao saber que Pretti havia sido morto no sábado (24). Ela afirmou que costumava conversar com Pretti quando ele passeava com o cachorro e estimou que ele morava no bairro há cinco anos.

Jeannie, que integra o comitê de segurança e combate ao crime da Associação de Moradores de Lyndale, disse que não acreditava que Pretti representasse uma ameaça para ninguém, descrevendo-o como “muito agradável, muito cordial”.