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Trump quer pedir que países árabes paguem por guerra com o Irã
Porta-voz da Casa Branca disse que presidente está interessado na possibilidade e deve detalhar medida em breve
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode pedir aos países árabes que paguem o custo da guerra com o Irã, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira (30), acrescentando que as negociações com Teerã para encerrar o conflito estão progredindo bem.
Leavitt, questionada em uma coletiva de imprensa se os países árabes iriam ajudar a pagar a guerra, disse que não iria se adiantar ao presidente, mas que essa era uma ideia que Trump teve.
“Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse Leavitt. “É uma ideia que sei que ele tem e algo que acho que você ouvirá mais dele", acrescentou.
A secretária de imprensa afirmou ainda que as declarações públicas do Irã diferem do que o país diz às autoridades americanas em conversas privadas. Ela também ressaltou que, em particular, o Irã concordou com alguns dos pontos de Washington.
“Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e de reportagens falsas, as conversas continuam e vão bem. O que é dito publicamente é, claro, muito diferente do que nos é comunicado em particular”, disse Leavitt.
Trump alertou nesta segunda-feira (30) que as usinas de energia e os poços de petróleo do Irã seriam destruídos se o país não abrisse o Estreito de Ormuz, depois que Teerã descreveu as propostas de paz dos EUA como "irrealistas" e disparou ondas de mísseis contra Israel.
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"Já tivemos uma mudança de regime, se vocês olharem, porque o único regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O próximo regime está quase morto. E o terceiro regime, estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes. É um grupo totalmente diferente de pessoas", disse Trump a repórteres no domingo (29).
"Portanto, eu consideraria essa mudança de regime e, francamente, eles foram muito razoáveis", acrescentou o presidente.
Mas o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em um programa de televisão nesta segunda-feira que, embora fosse uma boa notícia se o Irã tivesse uma nova liderança no comando "que tenha uma visão mais razoável do futuro", os EUA também tinham de "estar preparados para a possibilidade, talvez até a probabilidade, de que esse não seja o caso".
A porta-voz da Casa Branca, questionada sobre como os EUA garantirão que estão fazendo um acordo com pessoas que podem implementá-lo, alertou que tudo o que o Irã disser a Washington em particular será testado e que os EUA garantirão que Teerã seja responsabilizado.
“Se não forem, o presidente expôs as consequências militares que o regime iraniano verá se não se mantiverem fiéis às palavras que ouvimos em conversas privadas nos bastidores”, disse ela.