Polícia

“Eu estraguei tudo”: nora mata sogra a pauladas em desespero para não ser abandonada pelo marido

Confissão de mulher de 29 anos revela drama familiar que terminou em sangue; vítima foi encontrada morta dentro de casa e era avó dos filhos da suspeita

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 24/08/2026
“Eu estraguei tudo”: nora mata sogra a pauladas em desespero para não ser abandonada pelo marido
O crime aconteceu na manhã do último sábado (22), em Confresa, a 1.160 quilômetros de Cuiabá | Divulgação

Foi assim que, em meio ao medo de perder o marido e os filhos, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, acabou confessando ter matado a própria sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, a pauladas.

O crime aconteceu na manhã do último sábado (22), em Confresa, a 1.160 quilômetros de Cuiabá.

Maria Aparecida estava dentro de casa quando foi violentamente atacada. Minutos depois, vizinhos ouviram gritos de socorro e acionaram a Polícia Militar.

Quando os policiais chegaram, encontraram o portão trancado.

Ninguém respondia.

Os militares precisaram subir no muro para tentar descobrir o que havia acontecido.

E então encontraram uma cena chocante.

Maria Aparecida estava caída no chão, cercada por sangue.

Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente e estava com um fio de extensão elétrica no pescoço.

Um pedaço de madeira com sinais de sangue foi encontrado e apreendido na residência.

“Ela gritou... depois não gritou mais”

A própria Alessandra contou aos investigadores como começou a agressão.

Segundo o depoimento, ela partiu para cima da sogra.

Maria Aparecida gritou.

Depois, o silêncio tomou conta da casa.

“Quando eu fui pra cima dela, ela gritou, depois vi que ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero porque eu não sabia mais o que fazer”, declarou.

A frase revela o momento em que, segundo Alessandra, ela percebeu a gravidade do que havia acontecido.

Medo de ser abandonada

Segundo o depoimento, Alessandra estava vivendo uma crise no relacionamento.

O marido estaria ameaçando terminar e deixar os filhos.

Desesperada, ela teria passado a acreditar que precisava estar ao lado dele para impedir que ele fosse embora.

“Meu marido estava ameaçando me deixar e deixar as crianças e eu entrei em desespero com aquilo tudo”, afirmou.

Foi nesse contexto, segundo a versão apresentada pela própria suspeita, que ela foi até a casa da sogra.

O que aconteceu depois terminou em morte.

A “tragédia”

Após o crime, Alessandra permaneceu na residência.

Quando os policiais chegaram, ela abriu o portão e afirmou que havia acontecido uma “tragédia” com a sogra.

A mulher teria permanecido no local porque, segundo seu relato, se arrependeu e não teve coragem de simplesmente abandonar Maria Aparecida.

Ela também contou que jogou objetos da vítima, como carteira e celular, na casa de um vizinho.

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“Não era uma pessoa qualquer. Era a avó deles”

Ao falar dos filhos, Alessandra voltou a demonstrar arrependimento.

“Eu preciso ver meus filhos, eles só tinham a mim e eu estraguei tudo. Não era uma pessoa qualquer, era a avó deles”, disse.

A declaração expõe a dimensão da tragédia: a mulher que morreu era justamente a avó dos filhos que Alessandra dizia temer perder.

Confissão e prisão

Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, Alessandra foi conduzida para prestar esclarecimentos e confessou o crime durante o depoimento.

Inicialmente, conforme o delegado, ela relatou problemas familiares e afirmou que havia tido um surto.

A Polícia Civil e a Politec realizaram perícia na residência e investigam todas as circunstâncias do assassinato.

Alessandra permanece presa.

Durante o depoimento, afirmou que não possuía advogado.

Cidade em luto

Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal de Confresa.

Após a morte, a Prefeitura decretou três dias de luto oficial e destacou a contribuição da ex-servidora para o município.

Uma manhã que começou como qualquer outra terminou em gritos, sangue e morte.

Uma mãe perdeu a vida. Uma família ficou destruída. Crianças perderam a avó. E uma mulher de 29 anos acabou presa, confessando um crime que, segundo seu próprio relato, nasceu do desespero de não perder o marido.

A investigação agora deverá esclarecer todos os detalhes da tragédia que chocou Confresa.