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FLAGRADO NO SCANNER: ADVOGADO É CONDUZIDO À DELEGACIA APÓS POLICIAIS ENCONTRAREM MATERIAL SUSPEITO NA REGIÃO ÍNTIMA NA PCE

Profissional tentava entrar na Penitenciária Central do Estado para atender um detento quando equipamento de segurança revelou volume suspeito na região pélvica; quatro invólucros foram apreendidos e encaminhados à Polícia Civil

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM POLÍCIA PENAL 16/10/2026
FLAGRADO NO SCANNER: ADVOGADO É CONDUZIDO À DELEGACIA APÓS POLICIAIS ENCONTRAREM MATERIAL SUSPEITO NA REGIÃO ÍNTIMA NA PCE
A ocorrência foi registrada durante o acesso do profissional à unidade prisional para atendimento jurídico a uma pessoa privada de liberdade | Polícia Penal-MT

Uma inspeção de rotina na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, terminou em caso de polícia na tarde desta quinta-feira (15). Um advogado que pretendia ingressar na unidade prisional para prestar atendimento jurídico a um detento foi conduzido à Central de Flagrantes depois que policiais penais identificaram uma imagem suspeita na região pélvica do profissional durante uma inspeção realizada com scanner corporal.

A ocorrência chamou a atenção das policiais penais do Plantão Alfa, responsáveis pela operação do equipamento de segurança. Durante a passagem pelo body scanner, aparelho que permite visualizar imagens do corpo, as servidoras perceberam uma faixa escura na região pélvica do advogado, levantando suspeitas sobre a presença de algum material não identificado.

Ao ser questionado pela equipe de segurança sobre a imagem detectada pelo equipamento, o profissional entregou voluntariamente quatro invólucros plásticos contendo uma substância cuja composição ainda não havia sido identificada pelas autoridades.

O episódio transformou o que seria um atendimento jurídico dentro da penitenciária em uma ocorrência policial. Os quatro invólucros foram imediatamente recolhidos e acondicionados em um envelope de segurança devidamente lacrado, seguindo os protocolos de preservação do material e manutenção da cadeia de custódia.

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Na sequência, o material encontrado e a identificação profissional do advogado foram encaminhados à Central de Flagrantes de Cuiabá, onde a autoridade policial ficou responsável pela adoção das providências legais cabíveis.

Apesar das circunstâncias da ocorrência, ainda não existe confirmação de que a substância encontrada seja entorpecente ou qualquer outro produto ilícito. A identificação do conteúdo dependerá dos exames e procedimentos realizados pelos órgãos competentes.

Também não foram divulgadas informações sobre a identidade do advogado, eventual prisão em flagrante ou possíveis medidas adotadas após sua apresentação à Polícia Civil.

O caso chama a atenção para os procedimentos de fiscalização e controle de acesso à maior unidade prisional de Mato Grosso, onde até mesmo profissionais autorizados a prestar assistência jurídica aos detentos estão sujeitos às inspeções de segurança previstas para ingresso no estabelecimento.

Agora, caberá à Polícia Civil esclarecer a natureza da substância, as circunstâncias em que o material foi encontrado e se houve a prática de alguma infração penal. Até a conclusão das apurações, não é possível atribuir ao advogado qualquer crime relacionado aos invólucros encontrados.