Política

Editorial: Mauro vai de França

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 01/09/2020
Na tarde de segunda feira, 31, o governador Mauro Mendes(DEM) acabou com o suspense em seu grupo político e revelou a intenção de apoiar a candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França Auad, do Patriota, para a Prefeitura de Cuiabá. Apesar do suspense, a decisão de Mauro, declarada em reunião com seu seus assessores, mais próximos já era aguardado. Mauro descartou a estratégica da neutralidade nas eleições de 2020, em Cuiabá, pois traria riscos claros e concretos ao seu projeto de reeleição em 2022 ao Governo de Mato Grosso, e viu uma saída acertada na engenharia política em apoiar o ex-prefeito. Nesse caso ele indicaria o vice de França e ainda teria o apoio do ‘gordo’ para seu projeto de reeleição. As pedras do tabuleiro ‘mexidas’ pelo governador é xeque-mate nas pretensões do projeto de reeleição do prefeito Emanuel Pinheiro, MDB, considerado arquirival de Mendes e que, se reeleito, será uma ‘pedra em seu sapato’ em 2022. Em outro ‘bordo’, França seria um fiel escudeiro do governador e seria o principal cabo eleitoral de seu projeto de reeleição, como prefeito da capital. Durante o anúncio com seu grupo, ele revelou que tem uma simpatia in contesti por França. Mas, mesmo assim, Mauro mostrou dominar as técnicas do suspense. Ele caprichou no ‘maurês’ e conseguiu encaixar até uma citação do próprio França em que ele diz: “O clima está nubrado(sic)’. Mas, na verdade, se a política é a arte de aliar meios a fins, a candidatura de França é o fim da continuidade de uma gestão ‘caolha’ e petrificada de desvios públicos, principalmente na área da saúde. Aliás, seu maior adversário, o prefeito Emanuel Pinheiro, do MDB, e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pela Câmara dos Vereadores. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de executivo que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? França, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução de Cuiabá ao desenvolvimento social e na saúde, é pautado por valores éticos. O apoio de Mauro a esse projeto é um alento. O que estará em jogo, no próximo dia 15 de Novembro, é um projeto de crescimento para Cuiabá com a distribuição de dividendos sociais. É certo que isso todos os candidatos prometem e têm condições de apresentar. Mas, o que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina da Prefeitura de Cuiabá nas mãos de quem trata a coisa pública como se fosse sua, submetendo o interesse coletivo aos interesse de sua facção. França, ao contrário é totalmente contrario a isso. Este é o “cara”.