Política

Emanuelzinho é o único parlamentar de MT a não abrir mão da aposentadoria especial na Câmara

Emanuelzinho é o o único da atual legislatura do estado a aderir à aposentadoria especial

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 06/09/2020
Emanuelzinho é o único parlamentar de MT a não abrir mão da aposentadoria especial na Câmara
Foto: Arquivo
O Deputado Federal de Mato Grosso, Emanuel Pinheiro da Silva Primo, o Emanuelzinho, de 25, realmente é um menino de muitos talentos. Sem ter sua carteira de trabalhado registrado uma única vez e nem contribuído com a Previdência, o jovem parlamentar mato-grossense consegui concretizar efeitos inéditos e com pequenas ações, desencadear grandes acontecimentos. Um dos principais e mais marcantes em sua vida futura: ajudar a aprovar na Câmara dos Deputados, em Brasília, para que a atual legislatura pudesse ser enquadrada na regra antiga e para isso bastasse que os 513 parlamentares fizessem a opção. Desse total, 198 Deputados não abriram mãos desse privilégio. E entre eles está o Deputado de Mato Grosso, Emanuelzinho. Aliás, o único da atual legislatura do estado a aderir à aposentadoria especial. Emanuelzinho aderiu ao chamado Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), para o qual os parlamentares contribuem mensalmente com R$ 3.713,93. O valor corresponde a 11% do salário dos parlamentares, que é de R$ 33.763,00. Funciona assim: a cada ano de contribuição, o deputado tem direito a 1/35 (um trinta e cinco avos) do salário total. Se ele passar 35 anos de Congresso contribuindo para o PSSC, quando se aposentar vai receber mensalmente os R$ 33.763,00. Ou seja, cada ano a mais de contribuição nesse regime rende R$ 964,65 a mais para a aposentadoria. Assim, com apenas quatro anos de mandato contribuindo com o PSSC, eles já conseguem se aposentar com valores superiores ao teto do INSS, que hoje é de R$ 6.101,06 mil. Vale ressaltar que essa adesão ao PSSC é opcional. Caso o parlamentar abra mão do privilégio e não ingresse no plano, ele passa a contribuir para o INSS ou para um regime próprio de previdência caso seja servidor público ocupante de cargo efetivo e que não é o caso de Emanuelzinho, pois ele nunca trabalhou. Realmente a política de equações do jovem parlamentar mato-grossense dá resultado.