Política
Veja Documentos: Sindicato e advogado da Polícia Civil peticionaram contra direitos de servidores em MT
Tanto o ex-presidente quanto o ex-advogado da instituição fez uma atuação totalmente atípica na entidade e no inverso da maioria dos sindicatos brasileiros
29/10/2020
O caso em tela refere-se às perdas salariais dos servidores policiais e que entraram no serviço público entre 1995 e 2000.
Foram centenas de policiais que no afã de receber as perdas, confiaram plenamente no Sindicato, através de seu presidente e de seu advogado.
É certo que em qualquer entidade, ao pleitear algum direito, costuma-se gerar algumas algavarias, e o Sinpol não foi diferente mesmo contra o estado.
O caso refere-se a uma ação de conhecimento, proposto pelo advogado Frederick e sob as bênçãos de Cledison, na qual transitou e julgou em 2003.
Em 2015 o advogado peticionou para que os servidores policiais não recebessem mais os seus direitos.
Era o Sindicato, na época, atuando contra a categoria.
A inversão de valores foi latente.
E o principal problema foi a negativa de boa parte dos policiais em não aceitar que o advogado do sindicato entrasse com ação de execução.
E óbvio que tanto o advogado quanto o presidente do Sindicato não concordaram com isso e desrespeitaram o livre arbítrio de cada um em receber seus precatórios na justiça, com advogados de suas estritas confianças.
Os honorários na sucumbência dá uma boa grana.
E que grana.
No outro bordo, o advogado Carlos Frederick além de receber as sucumbências e os honorários contratados e mais os serviços prestados ao sindicato, ainda receberia na ação de execução.
Agora com todo esse recebimento, então porque peticionar declarando extinta a possibilidade de execução individual?
O ex-presidente Cledison sabia ou não sabia do pedido da prescrição?
Se sabia, porque não levou o caso ao conhecimento do policiais?
A história causou revolta na categoria que procurou advogados particulares e boa parte já recebeu seus devidos direitos.
Na verdade, o policial de bem, ao receber essa noticia, com certeza, invocam a sabedoria de Castro Alves para, em uníssono a ele bradar: “Senhor Deus dos desgraçados, dizei-me vós, senhor Deus/ se é mentira ou se é verdade, tanto horror perante os céus”. A frase acima foi dita no século passado pelo baiano Antônio Frederico de Castro Alves, um dos principais poetas de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo e que ainda ecoa nos dias atuais.
Pelo menos no caso do Sinpol que já foi palco de outras denuncias consideradas nadas republicanas e que tem um orçamento mensal de mais de R$ 700 mil por mês.
Paradoxalmente, Carlos Frederick mantém uma amizade umbilical com Cledison e tenta uma vaga nas eleições desse ano para vereador em Cuiabá pelo Pros.
Cledison, por sua vez fez nos últimos dias um verdadeiro périplo em busca de votos para seu candidato a presidente do Sinpol, Alexandre Bresgunski.
E em teoria, apenas em teoria, os direitos dos policiais são verdadeiramente defendidos.
Veja a Petição assinada pelo advogado
Sinpol 1
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