Os fins sempre justificam os meios. Essa máxima do ditado popular é sempre empregada na vida de cada um.
Pelo menos na política onde o bater das asas de uma borboleta pode desencadear acontecimentos de proporções ciclópicas.
Um desses casos raros e que não sai do subconsciente dos moradores de 14 municípios que compõem a baixada cuiabana, entre eles as duas cidades principais e maiores de Mato Grosso: Cuiabá e Várzea Grande.
E o principal motivo é a bandeira da divisão protagonizado pelo ex-senador de Roraima, Mozarildo Cavalcante e que teve o Deputado Federal(PSDB) e candidato a senador nas eleições de 2020, Nilson Leitão, como seu principal protagonista.
Há mais de dez anos atrás, Leitão foi o principal ‘articulador’ no estado, para que fosse aprovado a ideia da divisão. Na verdade Mato Grosso já foi dividido duas vezes, uma em 1943 para a criação do território do Guaporé(hoje estado de Rondônia) e em 1977 para a criação do estado de Mato Grosso do Sul.
Mas, mesmo assim a ideia da divisão ainda estava latente em algumas lideranças políticas, entre elas o ex-Deputado Nilson Leitão.
E verdade que essa ideia em Cuiabá de peixe, cururu, siriri, rasqueado e lambadão não soava muito bem com a cultura dos sulistas de Mato Grosso, principalmente na região norte.
O certo era dividir o estado mais uma vez e não deixar mais Cuiabá como a capital política e administrativa da região.
Em plebiscito, a população de Mato Grosso refutou as duas tentativas do grupo pró-divisão e que tinha em Nilson Leitão como seu porta voz.
Em 2020 Leitão tenta esconder para ‘debaixo do tapete’ a bandeira da divisão e pede votos para os eleitores da baixada cuiabana.
Mas, recentes pesquisas apontam que os eleitores dessa região estão ‘rechaçando’ apoio ao tucano.
E o que demonstrou recente pesquisa do Instituto Gazeta Dados e que aponta Leitão nas últimas colocações na corrida com apenas 4% dos votos em Cuiabá. Em Várzea Grande o candidato do PSDB aparece com apenas 8%.