A metamorfose vivida pelo ex-secretário de Governo da Prefeitura de Várzea Grande e agora prefeito eleito na última eleição, no município, Kalil Baracat, do MDB, - nos últimos meses é fruto da semiose entre dois personagens distintos.
Um, o político visionário que luta por mudanças e se encaixa perfeitamente na definição feita pelo líder carismático Max Weber.
Esse é Kalil que a população várzea-grandense conheceu até bem pouco tempo atrás e que elegeu para administrar a cidades pelos quatro próximos anos.
O segundo Kalil revelou-se um político pragmático, obediente as leis tácitas. Em uma cidade mais politizada essas duas fases do mesmo personagem certamente não coexistiriam e raro entrariam em choque.
Não é o caso de Várzea Grande.
Tão logo assuma em janeiro o mandato de prefeito na segunda maior cidade mato-grossense, Kalil deve ser capitaneado pela vontade infrutífera dos vereadores da Câmara municipal, da próxima legislatura, assim como enfrentou os exs-prefeitos Murilo Domingos(já falecido) e Tião da Zaeli.
E se tornar um refém ‘ad eterno’ dos edis. Pelo menos é o que se demonstra na ‘articulação’ de alguns vereadores do município que já sinalizam dar o ‘abraço do tamanduá’ em Kalil, para torná-lo uma ‘rainha’ da Inglaterra ou simplesmente afastá-lo do cargo para que o futuro presidente da mesa assuma como prefeito.
Diferentemente do senador Jayme Campos, DEM, que blindou sua esposa, a prefeita Lucimar Campos, DEM, das ‘amarras’ dos atuais vereadores, na gestão de Kalil, a ideia é ‘sangrá-lo’, para que sua gestão se torne um retrato de um município sem comando.