Política

“Várzea Grande é a maior prejudicada na disputa entre VLT e BRT”, diz secretário de Governo

Dito Loro

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 26/01/2021
“Várzea Grande é a maior prejudicada na disputa entre VLT e BRT”, diz secretário de Governo
Foto: Página 12
A escolha de um modo de transporte não depende só das características tecnológicas e custos, mas principalmente, do entorno urbano e deve se basear nos seguintes elementos: planejamento a longo prazo e a mobilidade futura, desenvolvimento sustentável, nível de serviço, qualidade de transporte e custos a médio e longo prazo. Essas são as principais 'bandeiras' de um modal de transporte de uma cidade considerada média. Como é Cuiabá e Várzea Grande, e que tem uma população estimada em quase 900 mil pessoas. Nesse caso concreto, o cemitério e as crateras dinamitadas no centro das duas principais cidades mato-grossense tem causado bate-boca entre o governador de Mato Grosso Mauro Mendes(DEM) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro(MDB), além de um imbróglio jurídico. É certo que o modo mais adequado para as duas cidades ou um corredor, só pode ser definido através de uma engenharia financeira, incluindo aí análise de impacto no meio urbano e as externalidades nas diversas alternativas. Mas, para o secretário de Governo da Prefeitura de Várzea Grande, Benedito Figueiredo, Dito Loro, o diagnóstico é que a cidade de Várzea Grande seja a maior prejudicada na escolha em definitiva do modal e na disputa política travada entre o governador e o prefeito de Cuiabá. “O município de Várzea Grande é o maior prejudicado. Acabaram com a avenida da FEB. Os empresários da região foram todos prejudicados e grande parte foi embora, e a cidade perdeu várias empresas”, lamentou o secretário. Ele disse que a gestão do prefeito Kalil Baracat, MDB, iniciará um amplo programa de incentivo para que essas empresas retornem para o município, “se vai ser VLT ou BRT não interessa. Nós queremos e que se faça e resolva o problema”, argumentou o secretário. Ele afirmou ainda que a situação de Várzea Grande é extremamente delicada, “o município não tem como fazer nada. Não podemos fazer nada, apenas esperar”, afirmou o secretário.