A grande patifaria que alguns mal intencionados e sem caráter fizeram no festival hilariante de furar filas para ser vacinados contra a Covid 19 em Mato Grosso é o exemplos recente de como o processo de vacinação na pandemia escancara a crise moral que assola o estado, e que é potencializada pela polarização dos afetos.
A máxima de ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’, aludido ao comportamento humano de dar prioridade aos seus interesses pessoais, é uma versão aguçada da ‘lei de gerson’, do jeitinho brasileiro, que se aproveita do desespero da situação de saúde pública para tirar vantagem.
E o escárnio abcesso do “direito inalienável” de conseguir o que quiser, aonde quiser e na hora que quiser.
Nada sensibiliza os fura-filas. Primeiro eu, os outros que se danem.
Os fura fila é mais do que uma falha de caráter. É um crime.
E em Mato Grosso eles estão latentes.
Nessa situação, diferenciá-los de homicidas, seja por fraude ou vaidade, é praticamente possível.