Política

Marcelo Queiroga: "Não autorizei distribuição de Cloroquina"

À frente da pasta desde 23 de março, ele deve explicar aos senadores sobre estratégia de vacinação do governo

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN BRASIL 06/05/2021
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia de Covid-19 recebe agora o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tratar da aquisição e distribuição de vacinas contra o novo coronavírus e do planejamento da imunização para o próximo ano. Ainda nesta quinta-feira (6), à tarde, será a vez de Antonio Barra Torres, diretor da Agência de Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ser ouvido.

Resumo da CPI da Pandemia:

Declarações de Bolsonaro não atrapalham vacinação

Na opinião de Queiroga, as reiteradas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contrárias às vacinas contra Covid-19 – como a frase em dezembro de 2020 dizendo que não se responsabilizaria se alguém virasse jacaré após tomar a vacina da Pfizer – não prejudicam a campanha nacional de imunização.
"Essa são posições externadas pelo presidente da República que eu penso que não tem impacto na campanha de vacinação. A população brasileira, mais de 85%, em pesquisas, mostram que querem receber a vacinação e o governo enviou uma Medida Provisória ao Congresso alocando mais de R$ 20 bilhões para aquisições de vacinas", disse o ministro. Queiroga afirmou que não faria juízo sobre as opiniões de Bolsonaro, já que essa não seria sua função, mas afirmou que o presidente tem apoiado a campanha de vacinação contra o novo coronavírus. "Minha opinião é que estamos implementando uma campanha de vacinação que está sendo bem sucedida. (...) É isso que poso dizer."