Política

Bruno Covas faz radioterapia para sangramento no estômago e não tem previsão de alta

Prefeito licenciado descobriu sangramento residual em novo procedimento de endoscopia digestiva na quarta-feira (5). Ele está no Hospital Sírio-Libanês em tratamento contra um câncer

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1 06/05/2021

 prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), passou por um novo procedimento de endoscopia digestiva, que localizou discreto sangramento residual no estômago, conforme divulgou o Hospital Sírio-Libanês em boletim médico nesta quinta-feira (6). Covas está internado desde o último domingo (2) em tratamento contra o câncer.

Segundo os médicos, o prefeito licenciado fez, em seguida, um tratamento de "radioterapia para controle deste sangramento". O quadro clínico é estável e ele segue internado na unidade semi-intensiva do hospital.

Veja a íntegra do boletim médico:

"O Prefeito Bruno Covas segue internado em tratamento médico. Na quarta-feira, dia 05, ele foi submetido a novo exame de endoscopia digestiva alta que evidenciou discreto sangramento residual no estômago. Desta forma, foi iniciado tratamento local com radioterapia para controle deste sangramento. O prefeito está recebendo todo suporte clínico necessário e seu quadro clínico é estável.

No momento, não há previsão de alta hospitalar. Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho."

Intubado e extubado no mesmo dia

Na segunda-feira, Covas foi intubado para um exame de endoscopia, onde também foi diagnosticado um sangramento na cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago, ser estancado. No mesmo dia, horas depois, ele foi extubado.

Na imagem divulgada nas redes sociais, após deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UT), Covas apareceu ao lado do filho, Thomás, de 15 anos, com a camiseta do Santos, time para o qual ambos torcem. Na mensagem, o prefeito licenciado disse ter vencido mais uma etapa e ter fé em continuar a driblar os próximos obstáculos.

"E daqui a pouco é torcida pro nosso Santos!!!", acrescentou o prefeito licenciado, sobre a partida de seu time na Copa Libertadores.

Segundo o infectologista David Uip, um dos responsáveis pelo tratamento do prefeito, ele dormiu a noite toda, passa bem, mas não há "qualquer previsão de alta". Ainda de acordo com o especialista, a equipe médica considera o sangramento como um evento pontual.

“Entendemos o sangramento como evento pontual. Faz parte do acompanhamento de doentes crônicos que tenham eventos pontuais. No caso, foi um sangramento gástrico, mas poderia ter sido uma infecção ou qualquer outra contingência. Como tal, este procedimento foi enfrentado. Foi enfrentado o sangramento, foi estancado o sangramento, o paciente foi para uma unidade de terapia intensiva e acaba de ter alta”, afirmou Uip.

Jogo do Santos

Na segunda-feira, após o procedimento de endoscopia, os médicos afirmaram que Covas estava disposto, fazendo piadas. "Está animado, revigorado, fazendo piadas. Mesmo diante das dificuldades, procura descontrair", completou o também oncologista Tulio Pfiffer.

Quimioterapia

Por conta do sangramento, as sessões de quimioterapia e imunoterapia que o prefeito faria na segunda (3) foram suspensas e seguem sem previsão de serem retomadas.

“Aquilo que estava previsto, que era a segunda sessão de quimioterapia, obviamente foi adiada e vai depender de outros fatores, inclusive a recuperação do sangramento. Além do estancamento do sangue, ele teve que receber unidades de sangue. Foi um sangramento agudo. O prefeito neste momento está normal, sentado em uma cadeira, conversando habitualmente”, afirmou Katz.

O oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer afirmou que a interrupção temporária não implicará prejuízos para o tratamento contra o câncer.

"Sempre que tem intercorrência pontual, faz a pausa do tratamento oncológico, espera recuperar e restabelecer, e depois retoma com calma o tratamento oncológico. A pausa se fez necessária, mas não traz prejuízo em médio ou longo prazo em relação ao tratamento", afirmou Pfiffer.