Política
A CPI da Pandemia retomou nesta quinta-feira o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, titular mais longevo da pasta durante a crise da covid-19. No segundo dia de seu depoimento, Pazuello responsabilizou a empresa White Martins e a Secretaria da Saúde do Amazonas pelo desabastecimento de oxigênio na crise sanitária de Manaus. O ex-ministro também refutou as crítica sobre o projeto abortado do aplicativo TrateCov e se valeu de uma tecnicalidade para se esquivar das responsabilidades do Governo sobre o incentivo ao uso da cloroquina. Também nesta quinta-feira, o Estado do Maranhão confirmou os primeiros casos de infecção pela cepa indiana do coronavírus no Brasil.
Questionado pelo senador Fabiano Contarato (REDE-ES), ex-ministro Eduardo Pazuello voltou a dizer que não obedecia ordens de Bolsonaro proferidas pelas redes sociais e que muito do que o presidente Jair Bolsonaro diz é no impulso, que várias vezes precisa ser repensado. "Este foi o presidente que foi eleito. É preciso reconhecer que ele [Bolsonaro] é assim. Não adianta tapar o sol com a peneira"
Pazuello também afirmou que o plano do governo era um plano estratégico do Governo e já estava discutido quando assumiu o Ministério da Saúde, só que muito deixou de ser implementado pela determinação do STF de que a autonomia deveria ser dos Estados e municípios. O plano de combate à pandemia foi elaborado pelo Ministro Luiz Henrique Mandetta e era um projeto e detalhado, que segundo Pazuello, foi enviado a todos as prefeituras para que seja implementado.