Política

Em evento, Lula diz que Trump quer governar mundo pelo Twitter

Presidente criticava o uso excessivo de aparelhos celulares quando fez menção ao líder norte-americano em agenda no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira,20

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 20/01/2026
Em evento, Lula diz que Trump quer governar mundo pelo Twitter
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante agenda no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (20), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "quer governar o mundo pelo Twitter" | CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante agenda no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (20), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump"quer governar o mundo pelo Twitter".

"No meu gabinete é proibido entrar com celular. Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala alguma coisa e o mundo também fala uma coisa. É possível eu tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês?", afirmou Lula durante evento na cidade de Rio Grande.

No momento da fala a respeito do líder norte-americano, o chefe do Planalto criticava o uso excessivo de aparelhos celulares — tema recorrente nos discursos de Lula.

Na semana passada, Trump convidou Lula para participar do "Conselho de Paz" que supervisionará a reconstrução da Faixa de Gaza.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, o convite foi enviado diretamente para Lula via embaixada brasileira em Washington, D.C., na tarde de sexta-feira (16) e encaminhado ao Itamaraty.

A expectativa é que Lula responda ao convite nesta semana. Fontes do Planalto relataram à CNN Brasil que as primeiras análises no entorno do chefe do Executivo são críticas à proposta de Trump.

A avaliação é a de que, da forma como está concebido, o conselho deixa poder excessivo nas mãos de Trump, com o presidente decidindo a pauta e quais países integrarão o colegiado.

Por ora, a ordem no Planalto é avaliar com cautela a proposta e fazer consultas internas e a outros países antes de dar uma resposta definitiva aos Estados Unidos.