Política
PGR sinaliza maior rigor para fechar delação de Vorcaro
Sinalização é de que qualquer acordo terá de apresentar informações “muito consistentes” para prosperar
Após a rejeição pela Polícia Federal de uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, integrantes da equipe de Paulo Gonet Branco passaram a sinalizar, nos bastidores, que o ex-dono do banco Master tampouco terá vida fácil com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Sob reserva, procuradores afirmam que devem adotar critérios ainda mais rígidos para avançar nas negociações que, apesar de rejeitadas pela PF, seguem em curso na Procuradoria.
A sinalização é de que qualquer acordo terá de apresentar informações “muito consistentes” para prosperar. Procuradores costumam dizer que, como regra, são ainda mais exigentes que a Polícia Federal em se tratar de delações e que não haverá avanço se Vorcaro não apresentar “algo muito consistente”.
Na PF, investigadores entenderam que o ex-banqueiro não trouxe informações inéditas ou relevantes em relação ao material já reunido nas operações.
Com a negativa da PF, as negociações continuam em andamento na PGR, que tem autonomia constitucional para conduzir acordos de colaboração premiada independentemente da posição da polícia.
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A percepção entre investigadores, porém, é a de que as tratativas ainda terão um caminho longo até a conclusão e que as operações podem pressionar o ex-banqueiro a melhorar o acordo.
A PGR segue analisando os anexos apresentados pela defesa do ex-banqueiro. Entre os pontos em discussão estão os valores de ressarcimento aos cofres públicos, o alcance político das informações oferecidas e os benefícios penais pretendidos por Vorcaro.