Política
Flávio aparece numericamente à frente de Lula pela 1ª vez em 'estado termômetro'; veja análise de Felipe Nunes
Em Minas Gerais, Flávio Bolsonaro tem 40%, contra 37% de Lula. Como a diferença está dentro da margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. Diretor da Quaest destaca tendência de queda de Lula no estado e lembra que nenhum presidente venceu a ele
A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra pela primeira vez Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) em Minas Gerais em uma eventual disputa de 2º turno para presidente. Flávio tem 40%, contra 37% de Lula. Como a diferença está dentro da margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o dado é uma das principais notícias da corrida presidencial no Sudeste nesta rodada, principalmente por ocorrer em Minas Gerais, estado considerado um termômetro das eleições presidenciais no país e definido pela Quaest como o “estado pêndulo brasileiro”.
“Pela primeira vez em Minas Gerais, o estado pêndulo brasileiro, a gente vê Flávio Bolsonaro numericamente à frente do Lula: 40 a 37 numa simulação de um eventual segundo turno", afirma.
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Pesquisa Quaest para presidente em MG - 2º turno — Foto: Reprodução/Quaest
Nunes destaca o histórico de Minas como estado pêndulo e afirma que nenhum presidente venceu a eleição nacional sem vencer também no estado. A inda de acordo com o professor, chama atenção também a trajetória de queda dos números de Lula no estado.
Em agosto de 2025, Lula tinha uma vantagem de nove pontos sobre Flávio Bolsonaro no estado. Desde então, essa distância diminuiu até chegar ao atual empate técnico, com o senador numericamente à frente pela primeira vez.
Pela série histórica da pesquisa, o presidente chegou a registrar 42% e, nas rodadas seguintes, passou por 38%, 39%, 38% e agora 37%.
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Apesar da mudança no cenário, não é possível afirmar que Flávio esteja efetivamente à frente de Lula no estado. A diferença de três pontos está dentro da margem de erro da pesquisa.
Segundo Nunes, não é possível determinar, a partir desta rodada isoladamente, se o resultado representa apenas uma oscilação ou uma mudança mais duradoura no eleitorado. “Se a gente olha para a curva do Lula, a gente enxerga aqui uma tendência que é significativa”, diz.
Segundo o diretor da Quaest, a fotografia atual é de empate técnico, sem que seja possível apontar um líder. Mas a trajetória é desfavorável a Lula: o presidente perdeu pontos e viu desaparecer a vantagem de nove pontos que tinha sobre Flávio em agosto de 2025.
Diretor da Quaest destaca queda de Lula em Minas Gerais, considerado estado pêndulo da disputa presidencial, e lembra que nenhum presidente venceu a eleição nacional sem ganhar no estado.