Polícia
ESCÂNDALO ÍNTIMO: dentista é alvo de operação após fotos de ex nua circularem no WhatsApp
Polícia Civil cumpriu mandados na residência e no consultório do investigado; celular foi apreendido e será submetido à perícia
Um dentista de 41 anos foi alvo da Operação Inviolável, deflagrada pela Polícia Civil na quinta-feira (3), sob suspeita de registrar e divulgar imagens íntimas de uma ex-companheira sem o consentimento dela.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá. Os policiais estiveram na residência e no consultório do investigado.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Lucas do Rio Verde, município onde reside a vítima, uma mulher de 46 anos.
Segundo a delegada Paula Moreira, a mulher procurou a Polícia Civil depois de descobrir que fotografias nas quais aparecia nua estavam circulando pelo WhatsApp.
A vítima relatou que manteve um breve relacionamento com o dentista no ano passado. Conforme seu depoimento, o investigado teria aproveitado momentos de intimidade para produzir os registros sem que ela soubesse ou autorizasse.
Durante as buscas, os policiais apreenderam o celular do suspeito. O aparelho será submetido à perícia técnica para verificar se contém as imagens e identificar eventuais compartilhamentos.
Armas são encontradas durante operação
Na residência do dentista, os investigadores também encontraram duas pistolas e uma arma calibre 12. O armamento não foi apreendido porque o suspeito possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e as armas estavam regularizadas.
Como não foi constatada irregularidade relacionada ao armamento, não houve prisão em flagrante.
Entretanto, caso o dentista seja indiciado ao final da investigação, a Polícia Federal deverá ser comunicada para avaliar a situação de seu registro como CAC e um possível recolhimento das armas.
A Polícia Civil prossegue com as diligências e aguarda o resultado das perícias para concluir o inquérito.
O caso é investigado como possível registro e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. O investigado ainda não foi condenado, e sua eventual responsabilidade será apurada no decorrer do procedimento policial. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa.