Política
Veja Vídeo; BATEU, LEVOU: Mauro reage, expõe “recordes negativos” e desmonta legado de Pedro Taques
Em resposta aos ataques do adversário, candidato ao Senado relembra salários atrasados, crise financeira, secretários presos e escândalos que marcaram a antiga gestão; do outro lado, apresenta obras, equilíbrio fiscal e avanços alcançados em Mato Grosso
A disputa pelo Senado em Mato Grosso entrou definitivamente na fase do confronto direto. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (10), Mauro Mendes reagiu aos ataques de Pedro Taques e colocou frente a frente os resultados atribuídos às duas gestões.
Na lógica do “bateu, levou”, Mauro abriu o arquivo do passado e relembrou episódios que marcaram os quatro anos em que Taques comandou o Palácio Paiaguás, entre 2015 e 2018: salários escalonados, folha de dezembro sem pagamento, pendências relacionadas ao 13º salário, atrasos nos repasses aos municípios, crise fiscal, greve histórica do funcionalismo e secretários alcançados por investigações envolvendo corrupção e escutas ilegais.
Na avaliação de Mauro, Taques deixou um rastro de desorganização administrativa e financeira que permanece vivo na memória dos servidores públicos e da população mato-grossense.
“Mato Grosso tem um recordista mundial. É o meu adversário: Pedro Taques”, disparou.
“Recorde” de decisões e escândalos
Segundo Mauro, o adversário já teria sofrido 22 decisões da Justiça Eleitoral relacionadas a declarações e acusações feitas contra ele e integrantes de sua família.
“Olha só esses recordes: 22 liminares e sentenças concedidas pela Justiça Eleitoral por ele mentir e fazer acusações falsas contra mim, minha esposa, meus filhos e até a minha filha de 11 anos”, afirmou.
Mauro também declarou que sete secretários da gestão Taques foram presos por suspeitas de corrupção ou envolvimento com escutas ilegais e que outros quatro foram afastados. O candidato ainda mencionou mais de 60 mudanças no primeiro escalão durante os quatro anos de governo.
“Ele foi citado em quatro delações, desde caixa dois para ganhar eleição até esquema para desviar dinheiro da Educação e pagar quem doou para a campanha dele em 2014”, enumerou.
As informações foram apresentadas por Mauro Mendes em manifestação eleitoral publicada nas redes sociais. A relação individualizada dos processos, decisões e delações mencionados não acompanhou o conteúdo divulgado.
Servidores pagaram a conta
Mauro também relembrou a crise enfrentada pelos servidores estaduais durante a administração de Pedro Taques.
Depois de anos recebendo dentro do mês trabalhado, o funcionalismo viu o pagamento ser transferido para o dia 10. Em 2018, a situação se agravou, com salários escalonados em até quatro datas, conforme a faixa remuneratória.
Taques deixou o cargo com a folha de dezembro de 2018 pendente e problemas envolvendo o pagamento do 13º salário.
A crise atingiu também os municípios. Segundo Mauro, o governo anterior deixou aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas e obrigações, além de atrasar repasses às 141 prefeituras, provocando impactos especialmente na área da saúde.
Viaturas policiais teriam ficado paradas por falta de pagamento, enquanto serviços essenciais sofriam com a escassez de recursos.
“Calote” até em campanha
Mauro ainda mencionou disputas judiciais envolvendo produtoras que trabalharam em campanhas eleitorais de Pedro Taques.
“Deu calote até nas produtoras das últimas duas campanhas que ele fez. Já foi até condenado por isso e está devendo. Quem estiver na campanha dele, fica de olho”, provocou.
O ex-governador sofreu recentemente uma derrota judicial em ação de cobrança movida por uma produtora. O episódio foi usado por Mauro para reforçar o discurso de que Taques teria acumulado problemas administrativos, políticos e financeiros.
Escolas de lata viraram símbolo
A educação também entrou no contra-ataque. Mauro relembrou as chamadas “escolas de lata”, estruturas improvisadas que ganharam repercussão nacional e se transformaram em símbolo da precariedade da rede estadual durante a gestão anterior.
“Fez Mato Grosso parar no Fantástico por causa das escolas de lata que deixou para os alunos, além da educação sucateada”, criticou.
Para Mauro, o conjunto de episódios coloca Pedro Taques como o “pior governador da história de Mato Grosso”. Ele também atacou a passagem do adversário pelo Senado, afirmando que Taques teve baixa produtividade legislativa.
Mauro coloca resultados na mesa
Enquanto relembrou os problemas da antiga administração, Mauro apresentou os resultados de sua própria trajetória à frente da Prefeitura de Cuiabá e do Governo de Mato Grosso.
Entre as realizações citadas estão aproximadamente 7 mil quilômetros de asfalto novo, seis grandes hospitais, programas habitacionais envolvendo 40 mil moradias e investimentos históricos em segurança pública, esporte, cultura e turismo.
Mauro também destacou o equilíbrio das contas estaduais, o crescimento do emprego, a redução da desigualdade de renda e a evolução de Mato Grosso nos indicadores educacionais.
Segundo ele, o Estado avançou da 22ª para a 6ª posição na educação e alcançou o menor índice de desemprego do país.
O contraste apresentado por Mauro é direto: de um lado, uma administração lembrada por salários atrasados, crise fiscal e escândalos políticos; do outro, uma gestão que afirma ter recuperado a capacidade de investimento e transformado Mato Grosso em um gigantesco canteiro de obras.
“Não tem o que mostrar”
Para Mauro, os ataques de Pedro Taques seriam consequência da falta de resultados positivos para apresentar ao eleitorado.
“Nessa campanha, ele está cheio de ódio, rancor, inveja e muita dor de cotovelo, porque não tem o que mostrar e passa o tempo todo me atacando, mesmo depois de tomar 22 decisões judiciais por conta disso”, afirmou.
Mauro encerrou o contra-ataque com um desafio e prometeu responder a cada nova acusação mostrando obras e ações executadas durante seus mandatos.
“Pedro Taques, você poderia fazer um favor para si mesmo e para a população, parando de mentir e de acumular tantos recordes negativos. Para cada mentira que você falar, vou esfregar na sua cara mais de 100 obras e ações que fizemos”, declarou.
A resposta aumenta a temperatura da corrida ao Senado e transforma a comparação entre as duas administrações em um dos principais campos de batalha da campanha eleitoral.
O espaço permanece aberto para que Pedro Taques apresente sua manifestação sobre as declarações e os números divulgados por Mauro Mendes.