Brasil
Pfizer diz que Brasil tem poucos dias para definir compra de vacina
O diretor de vacinas da Pfizer Brasil, Alejandro Lizarraga, falou sobre a situação do imunizante da empresa e a disponibilidade de compra do medicamento para a vacinação no país
02/12/2020
Brasil não descarta Pfizer
Apesar de não ser exatamente o perfil desejável de vacina para Brasil, o imunizante fabricado pela Pfizer não está descartado, de acordo com técnicos do Ministério da Saúde ouvidos pela CNN nesta quarta-feira (2). A vacina requer temperaturas baixas, -70 graus Celsius, para transporte e armazenagem – o que interfere na distribuição pelo país. No entanto, técnicos do governo disseram à colunista da CNN Basília Rodrigues que, após aberta, a vacina da Pfizer consegue manter a estabilidade durante aproximadamente 8 dias, em temperaturas de 2 a 8 graus Celsius, que são os parâmetros considerados pelo Ministério da Saúde. Essa observação mantém a Pfizer no páreo, entre as diversas vacinas que estão sendo avaliadas pelo governo. Se for aprovada pela Anvisa, ou seja, se tiver a segurança e a eficácia comprovadas, ela será comprada, afirmam os técnicos. A CNN apurou que a vacina da Pfizer foi a que compartilhou mais dados até o momento com a Anvisa. Ela está na fase chamada de submissão contínua e já encaminhou documentos com dados até a fase 2 dos estudos, restando apenas as informações da fase 3. Isso a coloca, por exemplo, a frente da vacina de Oxford/Fiocruz que irá refazer testes. Do ponto de vista político, a vacina também se sobrepõe à Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac e o governo de João Dória - com quem Bolsonaro trava uma disputa. Nesta semana, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que a vacina a ser escolhida pelo Brasil terá que "fundamentalmente" ser termoestável e poder ser armazenada entre temperaturas de 2 a 8 graus.Mais lidas
1