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Sobrevoo de Juno revela imagens esplêndidas de Júpiter e sons da lua Ganimedes
Reproduções se assemelham à visões artísticas da atmosfera do planeta e ajudam os cientistas a entender melhor o astro e seus mistérios
19/12/2021
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1 de 12Sequência de imagens do planeta Júpiter realizadas por cientistas da Nasa via Missão Juno Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS -
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Mapeando o campo magnético de Júpiter
Dados da Juno também estão ajudando cientistas a mapear o campo magnético de Júpiter, incluindo a Grande Mancha Azul. Esta região é uma anomalia magnética localizada no equador de Júpiter – não deve ser confundida com a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade atmosférica que persiste por séculos ao sul do equador. Desde a chegada de Juno a Júpiter, a equipe testemunhou uma mudança no campo magnético do planeta. A Grande Mancha Azul está se movendo para o leste cerca de 5,1 centímetros por segundo e completará uma volta ao redor do planeta em 350 anos. Enquanto isso, a Grande Mancha Vermelha está se movendo para o oeste e fará a volta completa muito mais rápido, em cerca de 4,5 anos. Mas a Grande Mancha Azul está sendo destruída pelos jatos de Júpiter, que lhe dão uma aparência listrada. Esse padrão visual diz ao cientistas que esses ventos se estendem muito mais fundo no interior gasoso do planeta. O mapa do campo magnético de Júpiter, gerado por dados da Juno, também revelou que a ação do dínamo do planeta, que cria o campo magnético do interior de Júpiter, se origina do hidrogênio metálico abaixo de uma camada de “chuva de hélio”. Juno também foi capaz de checar o aro de poeira muito tênue ao redor de Júpiter, de dentro do anel. Esta poeira é na verdade criada por duas das pequenas luas do planeta, chamadas Metis e Adrastea. As observações permitiram aos pesquisadores ver parte da constelação de Perseus de uma perspectiva planetária diferente. “É impressionante podermos contemplar essas constelações familiares de uma espaçonave a meio bilhão de milhas de distância”, escreveu Heidi Becker, copesquisadora principal do instrumento da Unidade de Referência Estelar de Juno, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, na Califórnia. “Mas tudo parece muito igual a quando os apreciamos do nosso quintal aqui na Terra. É um lembrete inspirador de como somos pequenos e de quanto ainda há para explorar”. No outono de 2022, Júpiter voará pela lua do planeta, a Europa, que será visitada por sua própria missão, a Europa Clipper, com lançamento previsto para 2024. Europa intriga os cientistas, porque um oceano global está localizado abaixo de sua casca de gelo. Ocasionalmente, plumas são ejetadas para o espaço a partir de buracos no gelo. Europa Clipper poderá investigar esse oceano “degustando” e voando através das plumas – e descobrir se a vida é possível neste mundo oceânico.Mais lidas
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